quarta-feira, 13 de março de 2013

BRUXISMO -


Saiba o que é bruxismo
O impacto do bruxismo na boca
 
Você tem bruxismo?


O termo bruxismo refere-se ao hábito de pressionar e ranger os dentes presente em muitos adultos e crianças durante toda a vida.
 

O bruxismo ocorre quando os dentes entram em contato de maneira forçada, quer esse contato seja silencioso ou produza sons, especialmente durante o sono.

Por que isso ocorre?
Muitos médicos e dentistas podem desconhecer a causa, mas o bruxismo pode ocorrer devido ao estresse psicológico experimentado pelas pessoas no dia-a-dia. O estresse pode ter sua origem em fatores internos e externos.
 

Os fatores internos podem ser os alimentos que você consome, seu nível de preparo físico, sua estabilidade emocional, estado de saúde geral, nível de bem-estar e o número de horas que você dorme todas as noites.
 

Os fatores externos relacionados com o estresse psicológico têm a ver com o ambiente em que você vive, sua interação com as pessoas quando está em casa e a maneira em que você enfrenta os desafios do dia-a-dia.

O impacto do bruxismo na boca
As consequências do bruxismo são: 

-Desgaste do esmalte dentário e até mesmo da dentina;
 
-Quebra dos dentes e próteses;
 
-Sensibilidade dentinária;
-Dor e mobilidade dos dentes;
 
-Dor facial devido à força com que os músculos maxilares são pressionados;
- Dor de cabeça;
-Fadiga facial geral;
 
-Dor na articulação temporomandibular.
Tratamento
Os portadores de bruxismo devem procurar a ajuda de um dentista/especialista para determinar a causa do problema. O dentista pode recomendar o uso de placas oclusais para evitar a pressão ou o ranger de dentes durante o sono. Além disso, o dentista pode sugerir formas de reduzir o estresse e, portanto, o nível de bruxismo.
 
                                                         

Você pode também evitar alimentos como chocolate e bebidas que contenham cafeína e álcool. Evite mastigar com muita força e peça a seu dentista ou cirurgião maxilofacial que lhe indique alguns exercícios para relaxar os músculos maxilares durante o dia.

Se seu caso dor de um bruxismo for mais severo, o especialista pode recomendar o uso de placa oclusal, assim como prescrever medicamentos para que você relaxe ou durma melhor. Seu dentista pode ajudá-lo a descobrir causa e a amenizar este problema.
 

Artigo fornecido pela Colgate-Palmolive. Copyright 2013 Colgate-Palmolive. Todos os direitos reservados.

sexta-feira, 8 de março de 2013

TIREÓIDE ESTÁ FAZENDO VOCÊ ENGORDAR?


DOENÇAS E SINTOMAS DA TIREOIDE


O que é a tireoide?

A tiroide (ou tireoide) é uma glândula em formato de borboleta localizada na base do pescoço, à frente da traqueia e logo abaixo da cartilagem tireoide (mais conhecida como pomo-de-adão). A glândula tireoide produz dois hormônios chamados de triiodotironina e tiroxina, mais conhecidos como T3 e T4, respectivamente. Esses hormônios são os responsáveis pelo metabolismo do corpo, ou seja, o modo como o organismo armazena e gasta energia.


Quando a tireoide funciona muito e produz hormônios em excesso, chamamos de hipertireoidismo. Quando funciona pouco ou quando ela não mais existe por ter sido removida cirurgicamente devido a um tumor, chamamos de hipotireoidismo.

Reforçando o conceito:

- Hipertireoidismo = doença causada pela produção excessiva de hormônios tireoidianos.
- Hipotireoidismo = doença causada produção insuficiente de hormônios tireoidianos.

1. Sintomas da tireoide | Sintomas do Hipotireoidismo
A falta de hormônios tireoidianos (hipotireoidismo) diminui nosso metabolismo e causa os seguintes problemas:

- Bócio (aumento do volume da tireoide).
- Astenia.
- Pele seca.
- Dor nas articulações.
- Síndrome do túnel do carpo (leia: 
SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO | Sintomas e tratamento)
- Constipação intestinal (prisão de ventre).
- Aumento do colesterol (leia: colesterol HDL, colesterol LDL e triglicerídeos).
- Alterações da menstruação.
- Ganho de peso.
- Intolerância ao frio.
- Perda de cabelo.
- Redução dos pelos da sobrancelha.
- Letargia.
- Hipertensão.
- Disfunção erétil.
- Edemas (Inchaços).
- Coma (em casos graves e não tratados
).

2. Sintomas da tireoide | Sintomas do hipertireoidismo
Já o excesso de hormônios, chamado de hipertireoidismo, causa:


- Bócio
- Excesso de suor.
- Intolerância ao calor.
- Proptose do olho (olhos esbugalhados).
- Palpitações e arritmias cardíacas.
- Perda de peso.
- Aumento da sede e da fome.
- Irritabilidade e ansiedade.
- Diarreia
- Aumento do volume diário de urina.
- Osteoporose.
- Irritabilidade e ansiedade.
- Depressão.
- Amnésia.
- Insônia.
- Dificuldade de concentração.
- Tremores das mãos.

 Bócio

O bócio é o aumento de tamanho da tireoide, que pode ser notado como um abaulamento na região anterior do pescoço. Pode ocorrer no hipotireoidismo e no hipertireoidismo.


Bócio - Pode ocorrer no hiper e no hipotireoidismo

O bócio era um sinal muito comum até o início do século XX devido à deficiência de iodo na alimentação (o iodo é um elemento necessário para a formação dos hormônios tireoidianos). A partir da metade do século passado, o iodo foi adicionado ao sal de cozinha e desde então a sua carência deixou de ser uma causa comum de bócio e de doenças da tireoide.

Porém, doenças da tireoide que não estão relacionadas à falta de iodo como tireoidite de Hashimoto e a doença de Graves, podem cursar com bócio.

Na maioria dos casos o bócio é apenas um problema estético. Hoje em dia com os atuais tratamentos para as doenças da tireoide, dificilmente o bócio cresce o suficiente para causar sintomas como falta de ar, tosse, rouquidão ou dificuldade para engolir. Para o bócio causar sintomas de obstrução dos órgãos da garganta, ele tem que estar muito grande.

Causas de hipotireoidismo e hipertireoidismo

As principais causas de hipotireoidismo e hipertireoidismo são as doenças autoimunes (aquelas em que o organismo indevidamente produz anticorpos conta ele mesmo - leia: 
DOENÇA AUTOIMUNE), a destacar a doença de Graves no hipertireoidismo e a doença de Hashimoto no hipotireoidismo. A remoção cirúrgica da tireoide, ou a sua destruição por iodo radioativo também são causas comuns de hipotireoidismo.

O diagnóstico, em geral, é feito com análises de sangue, através da dosagem dos hormônios TSH e T4 livre. Nos textos sobre hipertireoidismo e hipotireoidismo explicamos com mais detalhes os efeitos do TSH sobre a tiroide.

O tratamento é feito com reposição de hormônios no hipotireoidismo ou com drogas que inibem a produção dos mesmos no hipertireoidismo.


10 Coisas que Você Precisa Saber sobre Tireóide

Confira, abaixo, as 10 coisas que você precisa saber sobre Tireoide.

1 – A tireoide atua no crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes, no peso, na memória, na regulação dos ciclos menstruais, na fertilidade, na concentração, no humor e no controle emocional.

2 – Quando ocorre o hipotireoidismo, o coração bate mais devagar, o intestino não funciona corretamente e o crescimento pode ficar comprometido.

3 – Diminuição da memória, cansaço excessivo, dores musculares e articulares, sonolência, aumento dos níveis de colesterol no sangue e depressão também são sintomas de hipotireoidismo.

4 – No caso de hipertireoidismo, que geralmente causa emagrecimento, o coração dispara, o intestino solta, a pessoa fica agitada, fala demais, gesticula muito, dorme pouco, sente-se com muita energia, embora também esteja cansada.

5 – Em um adulto, a tireoide pode chegar a até 25 gramas.

6 – Disfunções na tireoide podem acontecer em qualquer etapa da vida e são de simples
de se diagnosticar. Além disso, elas podem ocorrer mesmo sem o bócio.

7 – O reconhecimento de um nódulo na tireoide pode salvar uma vida. Por isso, a palpação da glândula é de fundamental importância. Se identificado o nódulo, o endocrinologista deve solicitar uma série de exames complementares para confirmar ou descartar a presença de câncer.

8 – Estima-se que 60% da população brasileira tenha nódulos na tireoide em algum momento da vida. Mas isso não significa que sejam malignos. Apenas 5% são cancerosos.

9 – Além de se parecer com uma borboleta, a tireoide também lembra o formato de um escudo. Daí o surgimento de seu nome: uma aglutinação dos termos thyreós (escudo) e oidés (forma de).

10 – Algumas crianças podem nascer com hipotireoidismo. Para detectá-lo, é realizado o chamado Teste do Pezinho, que deve ser feito, preferencialmente, entre o terceiro e quinto dia de vida do bebê.

Alimentação e Tireóide

Alimentar-se de forma equilibrada é importante para a manutenção de peso ideal e da saúde plena. O mesmo se aplica para as pessoas com algum distúrbio na tireoide, seja ele hipotireoidismo ou hipertireoidismo. De acordo com a Dra. Laura Ward, presidente do Departamento de Tireoide da SBEM (Gestão 2011-2012), embora certos alimentos, quando ingeridos em excesso e por longos períodos, possam interferir com o metabolismo da tireoide, sua proibição não é usual para quem tem problemas com a glândula. “Apenas em situações especiais, como antes da realização de alguns exames ou tratamentos específicos, é que uma dieta direcionada é orientada. No geral, o ideal é que se mantenha uma alimentação saudável e balanceada em todos os nutrientes”, afirma.
Segundo a especialista, quem tem problemas na glândula deve ficar atento a excessos de determinados tipos de alimentos. “O ideal é que o paciente não coma sal em grande quantidade, já que o sal é iodado e o excesso de iodo pode piorar um distúrbio de tireoide latente (não manifestado clinicamente ainda) ou já em tratamento. Isso desregula totalmente o metabolismo do indivíduo”, alerta.
A endocrinologista chama atenção ainda para os alimentos que podem causar bócio, os chamados bociogênicos, ou que contenham isoflavonas em grande quantidade. “Alimentos como repolho, nabo, soja e couve podem ser consumidos uma ou duas vezes por semana, mas não todos os dias”, alerta Dra. Laura.
                                                                                                                 
Atenção para a Soja
De acordo com Dra. Tânia Bachega, presidente da Comissão Nacional dos Desreguladores Endócrinos da SBEM, a partir da aprovação da rotulagem de alimentos com soja como protetores para doença coronariana pelo Food and Drug Administration (FDA), em 1999, o consumo destes produtos vem aumentando a cada dia. “Com o aumento no consumo de soja, cresceram as preocupações se este alimento poderia afetar o equilíbrio da função tireoidiana. Estudos in vitro demonstraram que os fitoestrógenos presentes na soja, além de diminuírem a ação periférica dos hormônios tireoidianos, também afetam a sua síntese por inibição da tireoperoxidase, uma enzima chave na síntese dos hormônios tireoidianos. Eles induzem ainda a proliferação dos tireócitos, predispondo ao hipotireoidismo e bócio”, explica. “É muito discutida a hipótese de que a ingestão da soja por indivíduos predispostos ao desenvolvimento de doença tireoidiana poderia desencadear ou acelerar a evolução para franco hipotireoidismo”, alerta.
Segundo dados de uma pesquisa, comentados pela especialista, em uma análise de mulheres com hipotireoidismo subclínico, observou-se que o consumo diário de 16 mg/dia de isoflavona, equivalente ao ingerido pelos vegetarianos, aumentou em três vezes o risco para o desenvolvimento de hipotireoidismo franco. “Este hipotireoidismo não foi reversível com a suspensão da ingestão de soja, sugerindo que as isoflavonas também possam atuar através da modulação do processo autoimune”, explica. “Outro aspecto importante que merece ser enfatizado é que os fitoestrógenos podem diminuir a absorção tanto do hormônio tireoidiano como do iodo, havendo a necessidade de um fino ajuste da dose da terapia com levotiroxina, especialmente nos portadores hipotireoidismo congênito”, reitera.

Em relação ao consumo ideal de soja, Dra. Tânia explica que não é possível determinar qual seria a dose isenta de efeitos nocivos: “Baseando-se no mecanismo de ação dos desreguladores endócrinos, doses pequenas podem alterar o funcionamento da tireoide, especialmente nos indivíduos de maior suscetibilidade: fetos, lactentes e adolescentes”, explica. Os fitoestrógenos podem também ser encontrados em outros alimentos como cevada, centeio, ervilha e algas. 

A tireóide está fazendo você engordar?
Se dietas e exercícios não estão adiantando, fique de olho: sua tireoide pode estar desregulada
Parece que hoje em dia todo mundo sabe de pelo menos uma mulher que tem ou teve alguma alteração na tireóide. A mais conhecida é o hipotireoidismo, doença que incomoda muito porque causa aumento de peso, cansaço e desânimo. Trata-se de um mal predominantemente feminino: para cada sete mulheres com essa alteração, há apenas um homem. 

O número de casos vem aumentando nos últimos anos. Uma pesquisa realizada entre 2001 e 2002 na Grande São Paulo, com mulheres de 20 a 78 anos, mostra que cerca de 10% das participantes apresentavam sinais clínicos e laboratoriais da doença. “Os valores esperados eram de 5%. Hoje, percebemos mais casos devido a três fatores: diagnóstico mais preciso, mais pedidos de exames e o fato de sabermos que algumas doenças da tireoide são hereditárias”, diz Geraldo Medeiros- Neto, professor de endocrinologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), presidente do Instituto da Tireoide, em São Paulo, e coordenador da pesquisa citada acima.


Por que o hipotireoidismo engorda?

A tireoide uma das nossas maiores glândulas e tem o formato de uma borboleta. Segue os comandos da hipófise, uma espécie de glândula mestra que secreta hormônios que atuam em todo o organismo, entre eles o TSH, que aciona o funcionamento da tireoide. Ela, por sua vez, fabrica os hormônios T3 (tri-iodotironina) e T4 (tiroxina), que regulam o metabolismo e atuam em órgãos vitais como coração e rins. 

Quando a tireoide está trabalhando num ritmo abaixo do esperado, há um quadro de hipotireoidismo e o corpo todo sente. Uma das principais causas dessa alteração é a tireoidite de Hashimoto, uma doença autoimune, ou seja, o próprio organismo fabrica anticorpos para destruir as células da glândula. Como consequência, a tireoide funciona num ritmo mais lento. O problema é hereditário: se sua mãe, tia ou avó sofrem com ele, é necessário investigar se você também produz esses anticorpos. 

Com o metabolismo devagar devido à carência dos hormônios, o aumento de peso e o cansaço aparecem. A libido tende a cair. É como se o organismo todo trabalhasse com menos energia. Mas se você engordou mais do que 5 quilos, não dá para culpar só a glândula. “O aumento de peso provocado pelo hipotireoidismo é de 4 a 5 quilos. Não mais do que isso”, diz Marcio Mancini, endocrinologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, e presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso). Embora os sintomas sejam desagradáveis, assim que o mal é diagnosticado, é feita a reposição dos hormônios. Uma vez acertada a dose do medicamento, seu organismo volta ao ritmo normal e os sintomas tendem a desaparecer.
Para avaliar o funcionamento da sua tireóide, o médico costuma pedir um exame que mede a quantidade do hormônio estimulador (TSH) e a dosagem de T4 livre. Muitas vezes também solicita a verificação de anticorpos antitireóide – para checar se existe predisposição à tiroidite de Hashimoto. 

Quando a tireoide fica acelerada ,o hipertireoidismo, ao contrário do hipotireoidismo, é o funcionamento acelerado da tireoide. Os sintomas são: aumento da frequência cardíaca, nervosismo, ansiedade, perda de peso (resultante da queima dos músculos), entre outros.

O perigo das fórmulas para emagrecer

Um fator capaz de desafinar a sua glândula é o uso de “fórmulas mágicas” para perder peso. Embora seja proibido pela Anvisa manipular medicamentos com os hormônios da tireoide (T3 e T4) e fármacos similares (Triac), muitos médicos usam essas substâncias em remédios para emagrecer. Além de criminosa, a atitude coloca sua saúde em risco. No primeiro momento, você perde peso pois o metabolismo fica acelerado, em um quadro provocado de hipertireoidismo. “Nesse caso, não se perde apenas gordura, mas também massa muscular e massa óssea. Isso é perigoso”, explica Marcio Mancini. Ao parar de tomar a fórmula, vem o rebote: a tireoide fica desregulada e trabalha mais lentamente, como no hipotireoidismo. Como você viu aqui, definitivamente não compensa brincar com a sua tireoide para perder alguns quilinhos. O melhor é apostar em atividade física regular e alimentação balanceada para emagrecer com saúde.

Alimentação certa é fundamental


Outra especialidade que atua nos casos de hipotireoidismo subclínico é a nutrição funcional. Os profissionais dessa área associam o problema à falta de minerais como selênio, zinco e ferro. “A tireoide precisa deles para trabalhar direito”, diz Gabriel de Carvalho, nutricionista funcional e presidente do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional. Outra questão é o excesso de metais tóxicos como mercúrio e cádmio, que atrapalham o metabolismo da glândula. “Nos quadros subclínicos, há a melhora dos sintomas só com a eliminação dos metais tóxicos e a suplementação dos minerais que estão em falta”, garante Gabriel. Mesmo quando a doença é confirmada, a alimentação certa também ajuda o organismo a assimilar o medicamento. 

Os alimentos indicados para suprir o selênio são as oleoaginosas, como castanhas e nozes. O zinco tem boas fontes nos frutos do mar e nas leguminosas como lentilha e feijão-carioca. E o ferro está presente nas carnes e nos cereais integrais. Mas, como cada uma de nós pode ter carência de diferentes minerais, é melhor fazer exames específicos que mostram qual é a deficiência, para uma reposição adequada. 

Associando os hormônios com a reposição dos minerais necessários, você junta forças para a sua tireoide funcionar no rítmo certo. Com isso, os quilos a mais são queimados, seu ânimo reaparece, a libido volta a crescer e você vive muito melhor.

O consumo exagerado de SAL e as doenças cardiovasculares.


O CONSUMO EXAGERADO DE SAL E AS DOENÇAS CARDIOVASCULARES
O sal é essencial para o nosso organismo. Uma de suas principais funções é manter o equilíbrio de fluidos em nossos corpos. Porém, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma alta percentagem da população mundial está consumindo sal em excesso.
Os Malefícios do Consumo Exagerado de Sal
Desde a mais tenra idade, muitas crianças são induzidas pelos pais a comer alimentos com sal e este é o começo de uma rotina que poderá fazer as crianças a se tornarem jovens e adultos que consomem mais sal do que o necessário, em parte incentivada também pela grande comercialização de alimentos salgados.
Há evidências suficientes que demonstrem a forte relação entre a ingestão de sal e pressão arterial elevada (hipertensão), tão comum em nossos dias.
Mas se o consumo excessivo de sal é tão prejudicial, o que nos leva a continuar adicionando sal à comida?
A indústria argumenta que as pessoas não toleram o sabor dos alimentos processados sem adição de sal. Porém, talvez haja algum outro motivo:
Sabe-se que o sal tem a capacidade de absorver água e isso determina a quantidade de água dos alimentos processados. A água faz com que haja aumento do peso dos alimentos sem custos adicionais para as empresas fabricantes de alimentos processados e muitos outros tipos de alimentos.
O que devemos fazer para reduzir o consumo excessivo de sal?
Primeiramente, tomar consciência.

Sal em Excesso prejudica a saúde
Nossas necessidades diárias de sal são pequenas, cerca de 4 gramas de sal por dia, equivalente a 1,6 gramas de sódio por dia (1 grama de sal contém 390 miligramas de sódio). A quantidade de sal recomendada pela OMS para adultos é de no máximo 6 gramas por dia ou 2,4 gramas de sódio. Para crianças de 7 a 10 anos, o limite é de 4 gramas de sal por dia ou 1,6 gramas de sódio e de crianças menores de 7 anos, 3 gramas ou 1,2 gramas de sódio.
Evite o uso de saleiros para adicionar sal antes de comer os alimentos. Afinal agitar o saleiro parece ser um dos nossos esportes favoritos.
Considere que os molhos (maionese, ketchup, entre outros) têm um alto teor de sal.
Não use sal na culinária. No início, os alimentos vão parecer sem graça, mas em um curto período de tempo (2-3 semanas), os receptores de sabor na língua vão se tornar mais sensíveis, dessa forma uma pequena quantidade de sal poderá ser percebida e sabores naturais e aromas dos alimentos serão realçados.
Evite o uso sopas, molhos, soja, milho e outros alimentos enlatados, pois contêm grandes quantidades de sal.
 Sal e a pressão alta

O que é Sal?
O sal é um mineral composto por dois elementos principais: o sódio e o cloro, que se juntam formando o cloreto de sódio.

5% do sal recolhido do mar é utilizado para consumo humano. O restante vai para a indústria, servindo para fabricar papel, tecidos, cosméticos, tinturas, detergentes, remédios, etc.
O sal é necessário para manter a vida.
O cloreto de sódio tem funções nobres no organismo:
→ controlar o equilíbrio da água
→ contribuir para transmitir os impulsos nervosos do cérebro para todo o corpo
→ permitir a contração muscular
→ participar da regulação do ritmo do coração.


Como o sódio provoca pressão alta?
Quando a gente come aquela comidinha mais salgada…

Dá uma sede !!!!
A ingestão excessiva de sal faz aumentar a quantidade de sódio no sangue.
Mas o equilíbrio entre sódio e água no organismo tem que ser perfeito.
Existindo mais sódio precisa haver mais água.
Com o sódio aumentando no sangue, complicados mecanismos hormonais entram em ação para equilibrar as águas corporais.
Se este equilíbrio não ocorrer, o organismo vai ter que tirar água de dentro das células, provocando desidratação e risco de morte.
Só que este aumento do volume de sangue por causa do aumento da quantidade de água (para diluir o sódio) faz aumentar a pressão dentro das artérias.

E lá vai a pressão arterial para as nuvens !!!
Quando as águas da chuva são intensas, os rios não conseguem conter a pressão destas águas em suas margens e ocorrem as inundações.

Mas as artérias e veias não podem deixar o sangue sair e inundar o nosso corpo.
Então, a quantidade aumentada de líquidos fica presa e aumenta a pressão dentro das artérias, provocando a hipertensão arterial.
Assim como a pressão aumentada das águas do rio vai destruindo suas margens, a pressão alta dentro das artérias vai machucando suas paredes, que podem se romper (derrame) ou entupir (infarto).

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A Organização Mundial da Saúde determina que a quantidade máxima de sal que cada adulto deve comer por dia é igual a 5 gramas.
5 gramas estão contidos em uma colher de chá.
A colher de sopa contem ± 15 gramas.
5 gramas de sal correspondem a aproximadamente 2,5 gramas de sódio.

Em Portugal e no Brasil cada pessoa ingere em torno de 10 gramas de sal por dia, o dobro da quantidade recomendada.
Se viver de sanduíches, batata frita, salgadinhos e comida industrializada, pode chegar a 20 gramas por dia, ou mais.

10 gramas de sal obrigam o organismo a reter 1 litro de água, todos os dias!
Que aumenta o volume de sangue circulando, que obriga o coração a trabalhar com mais força, que aumenta a pressão arterial, e tudo o mais que a gente já sabe.
Assim como nós, humanos, temos sal em nosso organismo, todos os outros seres vivos também têm.
A carne de vaca é naturalmente salgada, assim como a das aves e peixes.
Por incrível que pareça, os vegetais também contêm sal, ainda que em menor quantidade.
Estes alimentos naturais começam a se complicar quando são industrializados.
Um único sanduíche pode ter 80% do sal que você pode ingerir por dia.


Existem duas atitudes que a gente pode começar a tomar a partir de agora:
1-Eliminar o uso do saleiro.
2-Ler as informações nutricionais dos produtos que compra.
O sal contido nos alimentos já é mais do que suficiente.
Não é necessário acrescentar mais sal na comida.
Excesso de sal provoca, entre outras doenças, pressão alta, derrame, infarto, câncer e doenças respiratórias.
Informações Nutricionais (estão nas embalagens dos alimentos, geralmente com uma letra muito pequena, mas insista!)
Nutrientes são os compostos químicos que serão processados pelo organismo para gerar a energia que permite a vida { carboidratos (açúcares), proteínas, colesterol, sódio, etc. }
Das informações nutricionais devem constar, entre outros, os valores da PORÇÃO e do VALOR DIÁRIO.
% VD (valor diário) = quantidade diária de cada nutriente (carboidrato, proteína, etc.), que deve ser ingerida para se ter uma alimentação saudável

VD = valor diário máximo para o Sódio = 2,4 gramas { que é igual a 2.400 mg (miligramas) }
75% do sódio que a gente ingere vem dos alimentos industrializados.
Comparação da quantidade de sódio em alguns alimentos industrializados
Atenção: 1 saquinho de tempero completo contém 1.833 mg de sódio, quase que a quantidade total deste elemento (100%) que a gente pode ingerir em um único dia (2.400 mg).



Como conviver com o sal, sendo nosso amigo.
Dê sumiço no saleiro. Não deixe as crianças usarem, nem dê o exemplo.

Prefira alimentos frescos. Aprenda a usar e abusar dos temperos naturais: alho, cebola, manjericão, alecrim, orégano, salsinha, tomilho, cebolinha, hortelã, curry e outros.
Evite conservas (azeitonas, picles, patê, palmito, etc.), enlatados, alimentos em pó (sopas, temperos), caldos em cubos, embutidos (salsicha, mortadela, linguiça, salame, presunto), carnes salgadas.
Leia as informações nutricionais e decida se você quer aquela quantidade de sal na sua vida (ah! Não esqueça de verificar se tem glutamato monossódico, porque isto é sódio também).
Cuidado com os “salgadinhos” aperitivos (biscoitos, amendoins, batata frita, etc.) e com os sanduíches prontos.

E só pra não esquecer…
Detone de vez as bombas brancas que saem do saleiro !!
Vamos proteger a vida?

ÁLCOOL - EFEITOS NA SAÚDE

Limite da OMS para o álcool é de 30 g 


Consumo não pode superar o equivalente a três copos de chope ou apenas uma dose de uísque por dia.
Para quem costuma beber diariamente mais de duas latas de cerveja ou duas doses de destilado, como uísque ou pinga, aqui vai um alerta: o nível de álcool presente nessas quantidades de bebida está acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), podendo causar danos ao organismo. De acordo com os especialistas, as pessoas saudáveis podem consumir, no máximo, 30 gramas de álcool por dia. 
Isso significa tomar até três copos de chope, consumir pouco menos de duas latas de cerveja ou ingerir apenas uma dose de pinga ou uísque”, comenta o cardiologista Abrão José Cury Júnior, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica da Regional São Paulo (veja quadro abaixo).

Segundo o especialista, essa quantidade de bebida raramente prejudica a saúde do fígado ou do coração. Ao contrário. Baixas doses de álcool estão associadas ao menor índice de infarto, pois dificultam a adesão de placas de gordura nas paredes das artérias. O vinho, em particular, ainda tem os flavonóides, substância que aumenta a concentração do bom colesterol (HDL).

Se a pessoa for hipertensa ou tiver diabetes, esses benefícios não existem e o álcool terá um efeito totalmente maléfico. Esse paciente nem mesmo pode beber”, acrescenta o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Juarez Ortiz. Consumo acima de 30 gramas de álcool por dia também causa efeito inverso e pode provocar miocardiopatia alcoólica (dilatação do coração).

O especialista conta ainda que nenhum médico deve estimular o consumo de bebida alcoólica como método de prevenção de doenças cardiovasculares. “Dizemos o seguinte ao paciente: se você bebe, não ultrapasse o limite recomendado”, comenta Ortiz. “Inclusive, alertamos que é bastante perigoso misturar álcool com medicamentos, principalmente os calmantes”, completa. 

Vício

Quem insiste no consumo diário de bebida alcoólica deve ter cuidado redobrado. Segundo a psiquiatra Ana Cecília Roselli Marques, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), essas pessoas correm o risco de se tornarem dependentes. “Beber freqüentemente (mais do que seis dias por mês) pode deixar muita gente tolerante ao álcool”, explica a médica, que faz parte da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead).

Ana Cecília conta que a OMS considera todas as substâncias psicotrópicas, inclusive o álcool, arriscadas. “Qualquer quantidade pode provocar reação no organismo”, ressalta a psiquiatra. “Mas, como é praticamente impossível acabar com a ingestão de álcool no mundo, procurou-se determinar uma dose de baixo risco”, acrescenta a médica.

De acordo com o psiquiatra Marcos Zaleski, vice-presidente da Abead, o organismo demora cerca de uma hora e meia a duas horas para eliminar o efeito dos 30 gramas de álcool. “Seria um pouco mais seguro se o indivíduo conseguisse demorar esse tempo entre uma dose e outra, principalmente se pretende dirigir”, comenta.

É preciso lembrar que consumir uma quantidade excessiva de álcool, mesmo que de vez em quando, faz mal para o cérebro, o fígado, a pressão e pode da mesma forma viciar. Como as mulheres não costumam tolerar muito bem os efeitos da bebida, os médicos recomendam que o público feminino tome apenas uma dose de bebida sempre que ingerir álcool. 


 
   
 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

ANTICONCEPCIONAL DIANE


anvisa recomenda cautela apos suspensao do diane 35 na Franca Anvisa recomenda cautela após suspensão do Diane 35 na França

Anvisa pede atenção no uso do anticoncepcional Diane 35 e genéricos

A venda do comprimido foi suspensa na França depois que quatro mulheres morreram de trombose, um risco que aumenta com o consumo da pílula.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, pediu que os profissionais de saúde aumentem a atenção em relação ao uso do anticoncepcional Diane 35 e das pílulas genéricas com a mesma formulação. E que notifiquem a agência caso registrem qualquer reação inesperada.


O pedido foi feito depois que a venda do comprimido foi suspensa na França. O alerta vale para todos os anticoncepcionais, que só devem ser utilizados com acompanhamento médico. Todos eles podem aumentar o risco de trombose, principalmente se o uso for associado ao tabagismo.


De acordo com a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher, 25% das mulheres usam a pílula como método contraceptivo no Brasil, e depois da proibição do remédio na França, muitas ficaram com dúvidas se devem parar de tomar essa ou outras marcas.



Estrogênio e progesterona: a combinação destes dois hormônios é a pílula. Diane 35 é do grupo de anticoncepcionais de baixa dosagem. A venda foi suspensa na França porque, segundo a agência reguladora do país, nos últimos 25 anos foi responsável pela morte de quatro mulheres vítimas de trombose, a formação de coágulos que impedem a circulação do sangue nos vasos. Quando o coágulo se solta das veias onde é formado e se desloca, o problema é chamado de tromboembolismo.



Qualquer marca de anticoncepcional aumenta o risco de trombose e tromboembolismo. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, inclusive, determina que as bulas tragam essa informação. Estudos de longa duração sugerem que pode existir uma ligação entre o uso de pílula e um risco aumentado de coágulos arteriais e venosos. É por isso que, apesar de no Brasil, a gente não precisar de receita para comprar a pílula, é importante ter a indicação e o acompanhamento de um ginecologista.


“Esse aumento de risco é muito pequeno. Praticamente o risco da usuária e da não usuária ele está muito próximo em termos populacionais. Isso dá segurança às agências regulatórias, que é quem permite a comercialização dessas medicações, e ao médico para prescrevê-las com segurança”, afirma César Eduardo Fernandes, presidente da Associação dos Obstetras e Ginecologistas do Estado de São Paulo.



O risco é baixo, mas pode ser multiplicado quando associado a outros fatores, como o tabagismo. “Eu acredito que a paciente que passou no seu médico e recebeu uma receita de anticoncepcional tem todo o perfil de usar e não há nenhuma razão para que se tenha temor, para que se interrompa por vontade própria, de maneira indiscriminada, o uso da pílula por conta dessas novas informações a respeito de risco tromboembólico dos anticoncepcionais”, explica o especialista.


No Brasil a venda da Diane 35 continua permitida. A Anvisa explicou que não houve geração de risco sanitário no banco de dados da agência.


A Bayer, fabricante da pílula, disse que não está ciente de nenhuma evidência científica que leve a uma mudança na avaliação positiva do medicamento e que vai colaborar com a agência de saúde francesa.
Fonte: G1