terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

ANTICONCEPCIONAL DIANE


anvisa recomenda cautela apos suspensao do diane 35 na Franca Anvisa recomenda cautela após suspensão do Diane 35 na França

Anvisa pede atenção no uso do anticoncepcional Diane 35 e genéricos

A venda do comprimido foi suspensa na França depois que quatro mulheres morreram de trombose, um risco que aumenta com o consumo da pílula.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, pediu que os profissionais de saúde aumentem a atenção em relação ao uso do anticoncepcional Diane 35 e das pílulas genéricas com a mesma formulação. E que notifiquem a agência caso registrem qualquer reação inesperada.


O pedido foi feito depois que a venda do comprimido foi suspensa na França. O alerta vale para todos os anticoncepcionais, que só devem ser utilizados com acompanhamento médico. Todos eles podem aumentar o risco de trombose, principalmente se o uso for associado ao tabagismo.


De acordo com a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher, 25% das mulheres usam a pílula como método contraceptivo no Brasil, e depois da proibição do remédio na França, muitas ficaram com dúvidas se devem parar de tomar essa ou outras marcas.



Estrogênio e progesterona: a combinação destes dois hormônios é a pílula. Diane 35 é do grupo de anticoncepcionais de baixa dosagem. A venda foi suspensa na França porque, segundo a agência reguladora do país, nos últimos 25 anos foi responsável pela morte de quatro mulheres vítimas de trombose, a formação de coágulos que impedem a circulação do sangue nos vasos. Quando o coágulo se solta das veias onde é formado e se desloca, o problema é chamado de tromboembolismo.



Qualquer marca de anticoncepcional aumenta o risco de trombose e tromboembolismo. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, inclusive, determina que as bulas tragam essa informação. Estudos de longa duração sugerem que pode existir uma ligação entre o uso de pílula e um risco aumentado de coágulos arteriais e venosos. É por isso que, apesar de no Brasil, a gente não precisar de receita para comprar a pílula, é importante ter a indicação e o acompanhamento de um ginecologista.


“Esse aumento de risco é muito pequeno. Praticamente o risco da usuária e da não usuária ele está muito próximo em termos populacionais. Isso dá segurança às agências regulatórias, que é quem permite a comercialização dessas medicações, e ao médico para prescrevê-las com segurança”, afirma César Eduardo Fernandes, presidente da Associação dos Obstetras e Ginecologistas do Estado de São Paulo.



O risco é baixo, mas pode ser multiplicado quando associado a outros fatores, como o tabagismo. “Eu acredito que a paciente que passou no seu médico e recebeu uma receita de anticoncepcional tem todo o perfil de usar e não há nenhuma razão para que se tenha temor, para que se interrompa por vontade própria, de maneira indiscriminada, o uso da pílula por conta dessas novas informações a respeito de risco tromboembólico dos anticoncepcionais”, explica o especialista.


No Brasil a venda da Diane 35 continua permitida. A Anvisa explicou que não houve geração de risco sanitário no banco de dados da agência.


A Bayer, fabricante da pílula, disse que não está ciente de nenhuma evidência científica que leve a uma mudança na avaliação positiva do medicamento e que vai colaborar com a agência de saúde francesa.
Fonte: G1

DEPRESSÃO EM MULHERES


Depressão em mulheres

Depressão em mulheres
O que é depressão?
A depressão é um distúrbio de alteração do humor sério e por vezes incapacitante. Causa sentimentos de tristeza, desespero, desamparo e inutilidade.
Ela pode ser leve a moderada com sintomas de apatia, falta de apetite, dificuldade para dormir, baixa auto-estima e fadiga. Ou pode ser uma depressão maior com sintomas de humor depressivo na maioria dos dias, falta de interesse nas atividades rotineiras que antes eram realizadas com satisfação, perda ou ganho de peso, insônia ou hipersonia, fadiga, sentimentos de culpa na maioria dos dias e pensamentos recorrentes de morte ou suicídio.

Quais os sintomas de depressão na mulher?
De início insidioso, a depressão evolui continuamente para quadros que variam de intensidade e duração se não for tratada. Geralmente, os sintomas duram pelo menos duas semanas provocando prejuízos na vida social, familiar e ocupacional.
Os sintomas de depressão nas mulheres incluem:
  • Sentimentos de tristeza persistente, ansiedade e “vazio”
  • Perda de interesse ou prazer em atividades comuns
  • Nervosismo, inquietação, irritabilidade, choro fácil
  • Sentimentos de culpa, inutilidade, falta de esperança, pessimismo
  • Excesso de sono ou ausência de sono
  • Perda de energia, fadiga
  • Baixa auto-estima
  • Perda da libido
  • Pensamentos recorrentes em morte ou suicídio ou tentativas de suicídio
  • Dificuldade de concentração, de memorização ou para tomar decisões
  • Sintomas físicos persistentes que não respondem ao tratamento, como dores de cabeça, desordens digestivas, dores crônicas

Por que a depressão é mais comum em mulheres do que nos homens?
Antes da adolescência, a prevalência de depressão é a mesma em meninas e meninos. Entretanto, com a chegada desta fase da vida, o risco das garotas desenvolverem depressão aumenta duas vezes mais que o dos garotos.
Alguns especialistas acreditam que mudanças hormonais estão relacionadas a este risco aumentado. Estas mudanças são evidentes durante a puberdade, gravidez e menopausa assim como no pós-parto,histerectomia ou aborto. Além disso, as flutuações hormonais que ocorrem a cada ciclo menstrual provavelmente contribuem para a síndrome pré-menstrual ou TPM. Há também a doença disfórica pré-menstrual ou DDPM, um tipo severo de TPM especialmente reconhecido por depressão, ansiedade, mudanças de humor cíclicas e letargia.

O que aumenta as chances de uma mulher ter depressão?
De acordo com o National Institutes of Health os fatores que aumentam o risco de uma mulher ter depressão incluem fatores genéticos, biológicos, reprodutivos, interpessoais e características psicológicas e de personalidade.
Além disso, as mulheres que intercalam o trabalho com o cuidado com seus filhos ou as mães solteiras sofrem mais de estresse que pode desencadear a depressão.
Outros fatores incluem:
  • História familiar de alterações do humor
  • História de desordens do humor na adolescência
  • Perda de um dos pais antes dos 10 anos de idade
  • Perda de apoio social ou ameaça de tal perda
  • Estresse psicológico ou social, como perda de emprego, relacionamento estressante, separação ou divórcio
  • Abuso sexual ou físico durante a infância
  • Uso de certos tratamentos para infertilidade
  • Uso de alguns contraceptivos orais
  • Mulheres podem apresentar depressão logo após terem um bebê, a chamada depressão pós-parto
  • Certas alterações afetivas sazonais, mais comuns no inverno
  • Transtorno bipolar, pois a depressão é uma parte da doença bipolar

A depressão pode ser familiar?
Sim. A depressão pode estar presente nas famílias. Quando isso acontece, ela geralmente começa nas idades entre 15 e 30 anos. Um traço familiar de depressão é muito mais comum em mulheres do que nos homens.

Qual a diferença da depressão em mulheres e homens?
A depressão feminina difere da masculina de várias maneiras:
  • Depressão em mulheres pode ocorrer cedo, durar mais tempo, apresentar mais recorrência, ser mais associada a eventos estressantes da vida e ser mais sensível a mudanças sazonais.
  • As mulheres experimentam mais os sentimentos de culpa e têm mais tendência ao suicídio, embora atualmente elas cometam menos suicídio que os homens.
  • A depressão feminina é mais associada a desordens de ansiedade, como sintomas de pânico ou fobias e desordens alimentares.
  • Mulheres deprimidas tem maior tendência a abusar do álcool e outras drogas.

Como a tensão pré-menstrual (TPM) e a desordem disfórica pré-menstrual (DDPM) se relacionam com a depressão?
Três em cada quatro mulheres que menstruam têm TPM. Ela é caracterizada por sintomas emocionais e físicos que variam de intensidade de um ciclo menstrual para o outro. Mulheres com 20 a 30 anos são usualmente afetadas pela TPM.
Cerca de 3 a 5% das mulheres que menstruam têm DDPM, um tipo severo de TPM, marcada por sintomasemocionais e físicos muito fortes que antecedem em cerca de 10 dias o início da menstruação.
Na última década, estas condições foram reconhecidas como importante causa de desconforto e mudanças de comportamento em mulheres. Enquanto a relação entre TPM, DDPM e depressão permanece sem ser esclarecida, acredita-se que mudanças químicas no cérebro e flutuação dos níveis hormonais sejam fatores que contribuem para tal associação.
Muitas mulheres que sofrem de depressão associada à TPM ou DDPM melhoram com exercícios físicos e meditação. Para aquelas com sintomas severos, psicoterapia individual ou de grupo, medicamentos e manejo do estresse podem ajudar.

prevalência de depressão aumenta na meia-idade?
A perimenopausa é o estágio da vida reprodutiva da mulher que começa oito a dez anos antes damenopausa e dura até o início desta. Neste período, os ovários começam a produzir gradualmente menos estrogênio e, na menopausa, param de produzir óvulos.
menopausa é o período que a mulher para de menstruar e aparecem os sintomas decorrentes da queda de estrogênio. Por definição, uma mulher está na menopausa quando para de menstruar por um ano. Isto é uma parte normal da vida e marca o fim da vida reprodutiva da mulher. Tipicamente ela ocorre em mulheres na 4° ou 5° década de vida. Entretanto, aquelas mulheres que tiveram os ovários removidos cirurgicamente passam por uma menopausa repentina.
Esta queda de estrogênio desencadeia mudanças físicas e emocionais – como depressão, ansiedade e alterações de memória. Como em qualquer outra fase da vida da mulher, há uma relação entre os níveis hormonais e os sintomas físicos e emocionais. Algumas mudanças físicas incluem ciclos menstruais irregulares, ciclos mais intensos ou mais leves e ondas de calor.

Como lidar melhor com os sintomas da depressão?
  • Evite tranquilizantes. Use-os se for extremamente necessário e somente com a prescrição de um médico.
  • Mantenha uma dieta saudável.
  • Faça exercícios regularmente.
  • Engaje-se em algum projeto ou hobby que promova um sentido de realização à sua vida.
  • Encontre uma prática de auto-controle – como ioga, meditação, técnicas de relaxamento por respiração lenta e profunda.
  • Tenha boas noites de sono, mantenha seu quarto arejado e confortável.
  • Procure apoio emocional com familiares, amigos ou profissionais.
  • Mantenha-se conectado com sua família.
  • Consolide seus laços de amizade.
  • Participe de algum trabalho comunitário.
  • Tome medicamentos, vitaminas e minerais como prescritos pelo seu médico.
Caso você não consiga fazer isto sozinha, procure a ajuda de familiares, amigos ou profissionais especializados nos cuidados de saúde mental.

Como a depressão é tratada em mulheres?
Há uma variedade de métodos usados para tratar a depressão, incluindo medicações como antidepressivos e psicoterapia. A terapia familiar pode ajudar caso o estresse vivenciado na família contribua para a depressão. O seu psicólogo, psiquiatra ou psicanalista pode determinar qual é o melhor tratamento a ser seguido.

Qual profissional pode me ajudar no manejo da minha depressão?
Os mais procurados são os especialistas em saúde mental como psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais e psicanalistas. Mas outros profissionais podem orientá-la como clínicos gerais ou médicos de família.
Existem centros comunitários que auxiliam pessoas com depressão, serviços universitários, programas desaúde mental em escolas médicas e clínicas particulares que podem ajudar pessoas deprimidas ou seus familiares.

Fontes consultadas:National Institute of Mental Health
National Institutes of Health
ABC.MED.BR, 2009. Depressão em mulheres. Disponível em: <http://www.abc.med.br/p/saude-da-mulher/52548/depressao+em+mulheres.htm>. Acesso em: 5 fev. 2013