domingo, 20 de janeiro de 2013

DOENÇA DE PARKINSON - COMO CUIDAR DO PACIENTE


A doença de Parkinson afeta milhões de pessoas em todo o mundo e, embora não tenha cura, a verdade é que não coloca em risco a vida do doente, mas sim altera-a profundamente. Saiba quais os principais cuidados a ter com uma pessoa que sofre da doença de Parkinson.

A Doença De Parkinson Requer Tempo E Paciência

Quem sofre da doença de Parkinson vê a sua vida a abrandar drasticamente, uma vez que a mobilidade limitada e mais lenta faz com que todas as tarefas diárias se realizem muito mais devagar. Quem lida com um doente com Parkinson também precisa de interiorizar esta nova realidade – as novas palavras de ordem são tempo e paciência. Se expressa a sua impaciência e pressa ao doente, ele provavelmente tentará apressar-se mas, não conseguindo, irá ficar frustrado e até zangado, tornando todo o processo ainda mais lento. Quando acompanhar o doente com Parkinson em qualquer atividade ou tarefa, certifique-se que tenha tempo suficiente para completá-la. A paciência vai-se ganhando, basta imaginar-se na situação do doente.

Cansaço E Pausas

Embora o doente com Parkinson efetue a sua rotina diária muito devagar e, com o passar dos anos, de forma cada vez mais lenta, o cansaço é um dos principais sintomas desta doença e outro obstáculo no dia-a-dia de quem vive com Parkinson. Saiba que quem tem esta doença precisa de descansar várias vezes ao dia, normalmente entre cada atividade realizada e por vezes até a meio das mesmas – algumas das quais podem ter mesmo de ficar por terminar. As noites bem dormidas são essenciais para os doentes com Parkinson (de preferência com a cabeça ligeiramente elevada), mas como as insónias são um dos sintomas recorrentes nesta doença, a pessoa deve evitar dormir demasiado durante o dia. Procure formas de ajudar e facilitar a vida do doente, para que este possa conservar o máximo de energia possível – se fizer demais num dia, no dia seguinte poderá ter de ficar em repouso.

Em Casa

Quer o doente com Parkinson viva sozinho ou com familiares, é importante que a sua casa esteja preparada adequadamente para facilitar a sua vida e ultrapassar as limitações impostas pela própria doença. Pequenas adaptações como: organizar a cozinha, casa de banho/banheiro, quarto e outras divisões de forma a colocar os objetos mais utilizados num local de fácil acesso; retirar tapetes escorregadios e ocultar fios elétricos; instalar um chuveiro de mão e uma cadeira de banho; colocar uma sanita mais elevada na casa de banho; ajustar a altura da cama; instalar barras de apoio nas divisões mais frequentadas (junto à cama, no WC, nos corredores…). Embora se deva estimular a independência do doente com Parkinson, poderá ser preciso ajudá-lo nas limpezas domésticas, nas compras de supermercado e no tratamento da roupa (lavar, estender, apanhar passar a ferro) ou então contratar alguém para o efeito.

Alimentação

A perda de peso e a obstipação são dois sintomas que afetam, frequentemente, os doentes com Parkinson. Nesse sentido, é importante manter uma dieta equilibrada, com particular destaque para as fibras. A perda de peso em doentes com Parkinson deve-se a vários fatores: os tremores frequentes queimam muitas calorias; as alterações cerebrais podem suprimir o apetite e/ou acelerar o ritmo metabólico; as náuseas e alterações do sentido de olfato frequentemente sentidas por estes doentes podem diminuir a vontade de comer; o cansaço e a fraqueza dos braços pode tornar a hora das refeições extremamente cansativa e o doente acaba por desistir; dificuldades em mastigar e engolir podem ter o mesmo efeito. Como ajudar? Proporcionar alimentos que são fáceis de ingerir e com uma apresentação e aroma atrativos; disponibilizar talheres leves e de fácil manuseamento; utilizar palhinhas sempre que possível; evitar pressas à hora das refeições; fazer várias refeições ao longo do dia, mas mais pequenas para evitar o cansaço.

Medicamentos

A toma dos medicamentos prescritos para a doença de Parkinson é fundamental porque ajudam a atenuar ou a estabilizar os principais sintomas, conferindo uma maior qualidade de vida ao doente. Faça questão de administrar os fármacos diariamente, à mesma hora, sendo mais fácil gerir a sua distribuição ao longo do dia com o recurso a uma caixa própria para compridos, dividida para acompanhar as principais refeições. Siga sempre as indicações do médico e nunca altere a dosagem sem o seu consentimento. Leia atentamente todos os folhetos informativos, de forma a familiarizar-se com as possíveis interações medicamentosas e efeitos secundários, informando de imediato o médico se o doente não se sentir bem com qualquer medicamento. Por outro lado, também é importante registar quais os medicamentos que melhore funcionam com o doente.

Higiene Pessoal

A higiene pessoal é precisamente isso – muito pessoal e o doente com Parkinson deve ser incentivado a tratar de si sozinho, o máximo possível, pedindo ajuda sempre que necessário, claro está. Existem várias formas de ajudar o doente indiretamente: motive-o a realizar a sua higiene pessoal sentado (secar e pentear o cabelo, lavar os dentes, colocar creme…); providencie uma escova de dentes elétrica (mais prática, menos cansativo); as escovas de cabelo devem ter pegas adequadas; utilizar um roupão de banho em vez de uma toalha; evitar banhos muito quentes, uma vez que podem contribuir para o cansaço. Mesmo o ato de vestir e de calçar deve ser maioritariamente feito na posição sentada para evitar fadiga desnecessária e eventuais desequilíbrios.

Exercício Físico

Pode parecer um contrassenso mas a prática regular de exercício físico pode contribuir para o aumento dos benefícios dos medicamentos de Parkinson, pode combater a depressão e ajudar o doente a sentir-se bem física e mentalmente. São três os principais tipos de exercício que um doente com Parkinson deve procurar praticar: alongamentos para assegurar a flexibilidade das articulações e dos tecidos moles; exercícios de resistência para fortalecer os músculos abdominais e de costas; exercício aeróbico para manter a saúde cardio-respiratória. Desde natação, ioga, pilates ou simples caminhadas, o importante é manter o doente ativo, motivando-o com a organização de atividades desportivas divertidas, em grupo ou acompanhadas por um amigo ou familiar. Outra alternativa é a fisioterapia – consulte o médico do doente antes de iniciar qualquer tipo de tratamento.

Lazer E Convívio

É fundamental manter um doente com Parkinson ativo, independente e interessado pela vida – afinal de contas, essa pessoa pode continuar a desfrutar das coisas boas da vida, estas requerem apenas algumas pequenas alterações. Apesar de a mobilidade ser o principal obstáculo na vida de um doente com Parkinson, há que manter essa pessoa mentalmente ativa, estimulando a sua criatividade, inteligência e imaginação. Entre a leitura, a jardinagem, o cinema e a música, existem um sem número de atividades que podem trazer experiências positivas para uma pessoa que sofre de Parkinson – para além de promover antigos passatempos e gostos, incentive a pessoa a procurar novas ocupações. Os doentes com Parkinson têm uma tendência natural para se isolarem socialmente, uma vez que sentem já não serem a pessoa que eram e têm receio e/ou vergonha da reação das outras pessoas. A doença de Parkinson não significa o fim da vida, mas sim o início de um novo capítulo, onde continua a haver espaço para a família, os amigos e o convívio social. O isolamento, pessoal ou profissional (muitos doentes com Parkinson continuam a trabalhar durante muito tempo) é algo que deve ser evitado ao máximo.

Apoio Emocional

Cerca de 50% dos doentes com Parkinson sofre de depressão numa ou noutra altura da sua doença – é natural, tendo em conta as suas crescentes limitações e dependência nos outros. Alguns dos principais sinais aos quais é necessário estar atento incluem: ansiedade, apatia, irritabilidade, tristeza, fadiga, perturbações de sono, problemas de concentração, sentimentos de inferioridade, baixa autoestima, isolamento, perda da vontade de socializar, perda de apetite, perda ou aumento de peso, falta de libido, tendências suicidas. Embora uma depressão deva ser acompanhada por um médico, existem várias coisas que pode fazer para animar o doente e ajudá-lo a ver a sua nova realidade com outros olhos: passar tempo de qualidade juntos, organizar programas divertidos, envolver a família e amigos do doente. Principalmente, ser um bom ouvido e assegurar ao doente com Parkinson que está do seu lado para tudo aquilo que for preciso.

MEDICAMENTOS - 7 ERROS COMETIDOS


Todos os anos, milhões de pessoas ficam gravemente doentes devido a um erro cometido com medicamentos e, em alguns casos, o erro revela-se fatal. Quando se cuida de alguém, é sempre complicado gerir os seus medicamentos, porque são muitos, todos diferentes e com tomas distintas. Se está a cuidar de alguém e tem a responsabilidade de lidar com os seus medicamentos, saiba que todo o cuidado é pouco.
  1. Dosagem errada. Os médicos são conhecidos pela sua caligrafia muitas vezes ilegível, o que pode revelar-se um problema no que toca às indicações da dosagem de determinado medicamento – por exemplo, a falta de um ponto decimal pode transformar 2.5 mg em 25 mg. Confirme sempre com o farmacêutico se a dosagem prescrita confere com o medicamento em questão e a pessoa que o vai tomar. Em caso de dúvida, peça ao farmacêutico para ligar diretamente ao médico.
  2. Informação incorreta relativamente à toma. Uma distração do médico ou a ilegibilidade da sua escrita pode transformar 2 comprimidos por dia em 6 e provocar uma sobredosagem. Confira com o farmacêutico se a toma diária está dentro do que é normal para esse tipo de medicamento. Precisamente para evitar lapsos como esse, hoje é comum os médicos passarem, para além da receita, uma guia da toma dos medicamentos para o próprio doente ter em casa. Se o médico da pessoa de quem está a cuidar não o fizer, peça que o faça. Mais vale prevenir…
  3. Confundir medicamentos com o mesmo nome. Por norma, as farmácias armazenam os seus medicamentos por ordem alfabética para facilitar a procura, no entanto, a proximidade de vários medicamentos cujos nomes começam com a mesma letra pode levar a que o farmacêutico pegue no medicamento errado. Por outro lado, também é comum confundirem-se medicamentos cujos nomes são parecidos foneticamente. Quando comprar medicamentos para um idoso ou familiar doente, faça questão de comparar aquilo que o médico prescreveu com aquilo que está a comprar na farmácia – peça ao farmacêutico para confirmar à sua frente.
  4. Tomar dois ou mais medicamentos com as mesmas substâncias ativas. A sobredosagem devido à toma de dois ou mais medicamentos com as mesmas substâncias ativas (ou muito similares) acontece mais do que imaginamos. Por exemplo, a toma de um comprimido para a dor, outro para a ansiedade e um terceiro para dormir tem uma coisa em comum: os três medicamentos são considerados sedativos e o efeito conjunto pode ser tóxico. Leia sempre o folheto informativo sobre as possíveis interações medicamentosas que um determinado comprimido possa ter. Quando em dúvida, esclareça com o médico ou o farmacêutico.
  5. Medicamentos que não são adequados à idade. À medida que envelhecemos, o nosso organismo processa e tolera de forma diferente todo o tipo de medicamento. Para além disso, as pessoas idosas estão mais suscetíveis a sofrerem de tonturas, quedas, aumento da tensão arterial edemência – o que significa que os medicamentos que contenham estes sintomas na sua lista de possíveis efeitos secundários devem ser evitados. Através da observação e da conversa com a pessoa de quem cuida, verifique se os medicamentos que toma têm mais efeitos negativos do que positivos e comunique isso de imediato ao médico. 
  6. Misturar medicamentos com produtos naturais. Só porque um produto é considerado natural, não significa que não possa ter efeitos secundários… principalmente se é tomado em conjunto com fármacos. Se a pessoa em questão toma ou pretende tomar algum tipo de medicamento natural, suplemento ou vitamina, avise sempre o médico de tal, verificando se existe alguma contraindicação relativamente aos medicamentos que ele prescreveu.
  7. Álcool e alimentação. É certo e sabido que os medicamentos e o álcool são uma mistura explosiva e perigosa – mesmo assim, nunca é demais relembrar que quem toma medicamentos não deve ingerir álcool. Certos alimentos também podem interferir com a absorção de determinado medicamento, daí a importância das indicações relativas à toma que constam no folheto informativo: alguns medicamentos têm de ser tomados em jejum, outros não podem ser ingeridos com determinados líquidos ou alimentos – para além de poderem existir interações perigosas entre um fármaco e um alimento, a não absorção do medicamento é como se não o estivesse a tomar. Informe-se, a bem da saúde de quem cuida.

sábado, 19 de janeiro de 2013

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS


O que são Interações Medicamentosas?
Interações medicamentosas são alterações nos efeitos de um medicamento em razão da ingestão simultânea de outro medicamento (interações do tipo medicamento-medicamento) ou do consumo de determinado alimento (interações do tipo alimento-medicamento).
Também existe a interação medicamento-doença. Embora em alguns casos os efeitos de medicamentos combinados sejam benéficos, mais freqüentemente as interações medicamentosas são indesejáveis e prejudiciais.
A incidência de interações medicamentosas oscila entre 3-5% para pacientes em uso de várias medicações,
aumentando para 20%, ou ainda mais em doentes usando de 10 a 20 drogas.
Fonte: www.hurnp.uel.br
Tais interações podem intensificar ou diminuir as ações de um medicamento ou agravar seus efeitos colaterais. Quase todas as interações do tipo medicamentomedicamento envolvem medicamentos de
receita obrigatória, mas algumas envolvem medicamentos de venda livre (sem necessidade de receita) – mais
comumente aspirina, antiácidos e descongestionantes.

Riscos
O risco de ocorrência de uma interação medicamentosa depende do número de medicamentos usados, da
tendência que determinadas drogas têm para a interação e da quantidade tomada do medicamento. Muitas interações são descobertas durante testes de medicamentos.
Os efeitos de diversas drogas, quando administradas concomitantemente, podem não ser os mesmos previsíveis graças ao conhecimento possuído de seus efeitos quando empregadas isoladamente.
Quando duas drogas interagem, a resposta farmacológica final pode resultar:
No aumento dos efeitos de uma droga;
No aparecimento de efeitos totalmente novos, diferentes dos observados com quaisquer das drogas
usadas isoladamente;
Da inibição dos efeitos de uma droga pela outra;
Ou pode não ocorrer nenhuma modificação no efeito final.

Substâncias do Álcool e do Cigarro Interagem com Medicamentos?

As drogas sociais, álcool e tabaco, possuem a mesma influência que os alimentos.
Como agente sedativo e hipnótico, o álcool (etanol) associado a outras drogas pode representar efeitos clínicos importantes.
Os antidepressivos e as drogas sedativas são os exemplos mais comuns de interação com o álcool. O etanol também potencializa os efeitos farmacológicos de muitas drogas não-sedativas, como os vasodilatadores e os hipoglicêmicos orais (utilizados por diabéticos).
Em relação ao cigarro, a quantidade de substâncias liberadas, como o monóxido de carbono, cianeto, nicotina, significa um grande potencial ao desenvolvimento de interações medicamentosas. Estudos a respeito da interação fumo-medicamento mostram que o cigarro pode reduzir a absorção de insulina, aumentar as chances de acidente vascular encefálico e ainda provocar a cardiopatia isquêmica em mulheres que consomem anticoncepcionais orais.



BIBLIOGRAFIA:
FONSECA, A. L. Interações Medicamentosas.
3ed. Rio de Janeiro, EPUB, 2001.
http: boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm
http: www.msd-brazil.com/content/patients


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

PARACETAMOL - USO INDISCRIMINADO


O paracetamol é um medicamento de venda livre, de ação  antipirética e analgésica,  com  fraca ação antinflamatória. É  considerada a principal  causa  de insuficiência  hepática  na  Grã-Bretanha e  EUA,  seja  de forma acidental  ou uso  abusivo,  e  principal  causa  de morte por medicamentos relatada à Academia Americana de Pediatria (AAP). Encontra-se dentre os medicamentos mais  consumidos no Brasil.


Uma atenção  adicional  deve  ser  dada às numerosas associações que contenham paracetamol já que 
o usuário/paciente geralmente não observa ou desconhece a  formulação  fazendo  uso  concomitante com  o paracetamol  em  formulação  única,  aumentando  ainda mais  o  risco  hepático  com  sobrecarga  do  fármaco  no organismo.


Em doses elevadas (acima de 4g/dia), podem promover nefropatia e hepatotoxicidade.

Segue abaixo, outros tipos de reações adversas ao produto identificadas na literatura, bem como, os grupos 
de risco a serem considerados.

REAÇÕES 
Hematológicas:  anemia  hemolítica,  neutropenia, leucopenia, pancitopenia, trombocitopenia (raras).
Hepáticas: icterícia,  danos severos  hepáticos  (doses tóxicas).
Renais: necrose tubular renal (tratamento prolongado).
Metabólicas: hipoglicemia, principalmente em crianças.
Dermatológicas: rash, urticária.


GRUPOS DE RISCO
Pacientes  com  infecção  viral,  caquéticos,  em  uso de álcool,  hepatopatas  e nefropatas.



quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

CAPTOPRIL

Sua principal indicação é para tratamento de hipertensão arterial e alguns casos de insuficiência cardíaca.

alimento diminui a biodisponibilidade oral do captopril em 25-30%, e o fármaco deve ser administrado uma hora antes das refeições.

Interações medicamentosas


Estudos afirmam que o captopril pode perder até 80% da sua eficácia e biodisponibilidade se administrados concomitantemente com outros medicamentos ou alimentos. Ao contrário de alguns fármacos que têm a sua absorção diminuída mas não comprometida pela administração conjunta com outras substâncias, o captopril deve ser ingerido sem nenhuma associação para evitar perda da sua eficácia ou aumento de seus efeitos adversos. Recomenda-se um intervalo 1 a 2 horas para se administrar o captopril


Efeitos adversos

Um dos efeitos adversos mais comuns é a tosse.  Este efeito colateral fez com que o medicamento fosse abandonado por muitos pacientes, sem orientação médica.

Efeitos colaterais

Tosse: Com o bloqueio da ECA há liberação de bradicinina, relacionada a fenômenos alérgicos, podendo gerar tosse no paciente.
  • Hipotensão: Principalmente em pacientes com insuficiência ventricular esquerda e fração de ejeção diminuída
  • Redução da função renal quando essa já está comprometida anteriorment


Devido à alta incidência simultânea de hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus, é comum  encontrar pacientes que usam anti-hipertensivos e antidiabéticos simultaneamente. Desta forma, torna-se importante identificar as possíveis interações medicamentosas no tratamento da hipertensão arterial e do diabetes e realizar manejo farmacoterapêutico adequado para evitar efeitos adversos graves ou até a morte.

Muitos medicamentos de venda livre e de prescrição médica podem conter açúcar (sacarose, glicose, etc.), e foi bem estabelecido, na lista de discussão eletrônica, que os açúcares presentes nos medicamentos (como hidratos de carbono, que são ainda que na forma de mono ou dissacarídeos de absorção mais rápida) podem ser utilizados pelos pacientes diabéticos sempre que se saiba a quantidade que se utiliza e o tempo de duração do tratamento.
No caso dos diabéticos, é muito mais importante considerar os princípios ativos que interagem com os antidiabéticos e/ou com a insulina e que produzem alterações no metabolismo da glicose, alteram a tolerância a este açúcar e podem ocasionar a apresentação de autênticos problemas clínicos. A seguir apresenta-se uma série destes princípios ativos que podem fazer parte da composição de medicamentos de venda livre ou de prescrição médica:

Medicamentos de venda livre 
Ácido acetilsalicílico (AAS) - Em pequenas doses (como aquelas que se utilizam em uma dor de cabeça) não apresentam problemas. Em grandes doses (como aquelas adotadas para o tratamento da dor na artrite crônica) pode reduzir os níveis de glicose. Este fato é mais observado em pacientes diabéticos tipo 2 que fazem uso de sulfonilureias.

Produtos contra resfriado e produtos para dietas - Muitos dos compostos contidos nestes medicamentos, como efedrina, pseudoepinefrina, fenilefedrina e epinefrina, podem elevar o nível de glicose sanguínea.

Suspensões, gotas e xaropes para a tosse - Muitos xaropes, suspensões e gotas levam açúcar em sua composição, além disso, quando se está doente, os níveis de glicose tendem a aumentar ocasionando, em consequência, problemas em pacientes diabéticos. Os xaropes e gotas contra a tosse só devem ser utilizados para tosses secas e não nos casos de tosse produtiva. O melhor supressor de tosse disponível é o dextrometorfano e se deve priorizar o uso apenas deste princípio ativo (sem associações) para o tratamento da tosse seca. Para a tosse produtiva a sugestão é a ingestão de seis a oito copos de água ao dia para diminuir a congestão. Portanto, as tosses produtivas não devem ser tratadas com xaropes ou outros produtos contra a tosse, neste caso, é melhor que as secreções sejam eliminadas do que retidas com a utilização de antitussígenos.


Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - 
http://www.portaleducacao.com.br/farmacia/artigos/125/no-diabetes-e-melhor-vigiar-as-interacoes#ixzz2IFrMRwik

ATENÇÃO FARMACÊUTICA

Estou construindo este blog com a intenção de prestar uma assistência farmacêutica aos portadores de doenças crônicas como HIPERTENSÃO E DIABETES.
Como os pacientes com doenças crônicas usam muitos medicamentos (poli-farmácia), há necessidade de um monitoramento da posologia, das interações medicamentosas, das reações adversas que os medicamentos provocam.

 Através de uma anamnese on line , com acompanhamento dos medicamentos, exames laboratoriais, pressão arterial , visitas médicas, vou ajudar pacientes que necessitem de orientação e que possam tirar dúvidas .

Deixem seu endereço eletrônico para que possamos nos comunicar!

Elaine