quinta-feira, 17 de janeiro de 2013


Devido à alta incidência simultânea de hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus, é comum  encontrar pacientes que usam anti-hipertensivos e antidiabéticos simultaneamente. Desta forma, torna-se importante identificar as possíveis interações medicamentosas no tratamento da hipertensão arterial e do diabetes e realizar manejo farmacoterapêutico adequado para evitar efeitos adversos graves ou até a morte.

Muitos medicamentos de venda livre e de prescrição médica podem conter açúcar (sacarose, glicose, etc.), e foi bem estabelecido, na lista de discussão eletrônica, que os açúcares presentes nos medicamentos (como hidratos de carbono, que são ainda que na forma de mono ou dissacarídeos de absorção mais rápida) podem ser utilizados pelos pacientes diabéticos sempre que se saiba a quantidade que se utiliza e o tempo de duração do tratamento.
No caso dos diabéticos, é muito mais importante considerar os princípios ativos que interagem com os antidiabéticos e/ou com a insulina e que produzem alterações no metabolismo da glicose, alteram a tolerância a este açúcar e podem ocasionar a apresentação de autênticos problemas clínicos. A seguir apresenta-se uma série destes princípios ativos que podem fazer parte da composição de medicamentos de venda livre ou de prescrição médica:

Medicamentos de venda livre 
Ácido acetilsalicílico (AAS) - Em pequenas doses (como aquelas que se utilizam em uma dor de cabeça) não apresentam problemas. Em grandes doses (como aquelas adotadas para o tratamento da dor na artrite crônica) pode reduzir os níveis de glicose. Este fato é mais observado em pacientes diabéticos tipo 2 que fazem uso de sulfonilureias.

Produtos contra resfriado e produtos para dietas - Muitos dos compostos contidos nestes medicamentos, como efedrina, pseudoepinefrina, fenilefedrina e epinefrina, podem elevar o nível de glicose sanguínea.

Suspensões, gotas e xaropes para a tosse - Muitos xaropes, suspensões e gotas levam açúcar em sua composição, além disso, quando se está doente, os níveis de glicose tendem a aumentar ocasionando, em consequência, problemas em pacientes diabéticos. Os xaropes e gotas contra a tosse só devem ser utilizados para tosses secas e não nos casos de tosse produtiva. O melhor supressor de tosse disponível é o dextrometorfano e se deve priorizar o uso apenas deste princípio ativo (sem associações) para o tratamento da tosse seca. Para a tosse produtiva a sugestão é a ingestão de seis a oito copos de água ao dia para diminuir a congestão. Portanto, as tosses produtivas não devem ser tratadas com xaropes ou outros produtos contra a tosse, neste caso, é melhor que as secreções sejam eliminadas do que retidas com a utilização de antitussígenos.


Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - 
http://www.portaleducacao.com.br/farmacia/artigos/125/no-diabetes-e-melhor-vigiar-as-interacoes#ixzz2IFrMRwik

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