O que são Interações Medicamentosas?
Interações medicamentosas são alterações nos efeitos de um medicamento em razão da ingestão simultânea de outro medicamento (interações do tipo medicamento-medicamento) ou do consumo de determinado alimento (interações do tipo alimento-medicamento).
Também existe a interação medicamento-doença. Embora em alguns casos os efeitos de medicamentos combinados sejam benéficos, mais freqüentemente as interações medicamentosas são indesejáveis e prejudiciais.
A incidência de interações medicamentosas oscila entre 3-5% para pacientes em uso de várias medicações,
aumentando para 20%, ou ainda mais em doentes usando de 10 a 20 drogas.
Fonte: www.hurnp.uel.br
Tais interações podem intensificar ou diminuir as ações de um medicamento ou agravar seus efeitos colaterais. Quase todas as interações do tipo medicamentomedicamento envolvem medicamentos de
receita obrigatória, mas algumas envolvem medicamentos de venda livre (sem necessidade de receita) – mais
comumente aspirina, antiácidos e descongestionantes.
O risco de ocorrência de uma interação medicamentosa depende do número de medicamentos usados, da
tendência que determinadas drogas têm para a interação e da quantidade tomada do medicamento. Muitas interações são descobertas durante testes de medicamentos.
Os efeitos de diversas drogas, quando administradas concomitantemente, podem não ser os mesmos previsíveis graças ao conhecimento possuído de seus efeitos quando empregadas isoladamente.
Quando duas drogas interagem, a resposta farmacológica final pode resultar:
No aumento dos efeitos de uma droga;
No aparecimento de efeitos totalmente novos, diferentes dos observados com quaisquer das drogas
usadas isoladamente;
Da inibição dos efeitos de uma droga pela outra;
Ou pode não ocorrer nenhuma modificação no efeito final.
Substâncias do Álcool e do Cigarro Interagem com Medicamentos?
As drogas sociais, álcool e tabaco, possuem a mesma influência que os alimentos.
Como agente sedativo e hipnótico, o álcool (etanol) associado a outras drogas pode representar efeitos clínicos importantes.
Os antidepressivos e as drogas sedativas são os exemplos mais comuns de interação com o álcool. O etanol também potencializa os efeitos farmacológicos de muitas drogas não-sedativas, como os vasodilatadores e os hipoglicêmicos orais (utilizados por diabéticos).
Em relação ao cigarro, a quantidade de substâncias liberadas, como o monóxido de carbono, cianeto, nicotina, significa um grande potencial ao desenvolvimento de interações medicamentosas. Estudos a respeito da interação fumo-medicamento mostram que o cigarro pode reduzir a absorção de insulina, aumentar as chances de acidente vascular encefálico e ainda provocar a cardiopatia isquêmica em mulheres que consomem anticoncepcionais orais.
BIBLIOGRAFIA:
FONSECA, A. L. Interações Medicamentosas.
3ed. Rio de Janeiro, EPUB, 2001.
http: boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm
http: www.msd-brazil.com/content/patients
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