DOENÇAS E SINTOMAS DA TIREOIDE
O que é a tireoide?
A tiroide (ou tireoide) é uma glândula em formato de borboleta localizada na base do pescoço, à frente da traqueia e logo abaixo da cartilagem tireoide (mais conhecida como pomo-de-adão). A glândula tireoide produz dois hormônios chamados de triiodotironina e tiroxina, mais conhecidos como T3 e T4, respectivamente. Esses hormônios são os responsáveis pelo metabolismo do corpo, ou seja, o modo como o organismo armazena e gasta energia.
Reforçando o conceito:
- Hipertireoidismo = doença causada pela produção excessiva de hormônios tireoidianos.
- Hipotireoidismo = doença causada produção insuficiente de hormônios tireoidianos.
1. Sintomas da tireoide | Sintomas do Hipotireoidismo
A falta de hormônios tireoidianos (hipotireoidismo)
diminui nosso metabolismo e causa os seguintes problemas:
- Bócio (aumento do volume da tireoide).
- Astenia.
- Pele seca.
- Dor nas articulações.
- Síndrome do túnel do carpo (leia: SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO | Sintomas e tratamento)
- Constipação intestinal (prisão de ventre).
- Aumento do colesterol (leia: colesterol HDL, colesterol LDL e triglicerídeos).
- Alterações da menstruação.
- Ganho de peso.
- Intolerância ao frio.
- Perda de cabelo.
- Redução dos pelos da sobrancelha.
- Letargia.
- Hipertensão.
- Disfunção erétil.
- Edemas (Inchaços).
- Coma (em casos graves e não tratados).
2. Sintomas da tireoide | Sintomas do hipertireoidismo
- Bócio (aumento do volume da tireoide).
- Astenia.
- Pele seca.
- Dor nas articulações.
- Síndrome do túnel do carpo (leia: SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO | Sintomas e tratamento)
- Constipação intestinal (prisão de ventre).
- Aumento do colesterol (leia: colesterol HDL, colesterol LDL e triglicerídeos).
- Alterações da menstruação.
- Ganho de peso.
- Intolerância ao frio.
- Perda de cabelo.
- Redução dos pelos da sobrancelha.
- Letargia.
- Hipertensão.
- Disfunção erétil.
- Edemas (Inchaços).
- Coma (em casos graves e não tratados).
2. Sintomas da tireoide | Sintomas do hipertireoidismo
Já o excesso de hormônios, chamado de hipertireoidismo, causa:
- Bócio
- Excesso de suor.
- Intolerância ao calor.
- Proptose do olho (olhos esbugalhados).
- Palpitações e arritmias cardíacas.
- Perda de peso.
- Aumento da sede e da fome.
- Irritabilidade e ansiedade.
- Diarreia
- Aumento do volume diário de urina.
- Osteoporose.
- Irritabilidade e ansiedade.
- Depressão.
- Amnésia.
- Insônia.
- Dificuldade de concentração.
- Tremores das mãos.
Bócio
O bócio é o aumento de tamanho da tireoide, que pode ser notado como um abaulamento na região anterior do pescoço. Pode ocorrer no hipotireoidismo e no hipertireoidismo.
- Excesso de suor.
- Intolerância ao calor.
- Proptose do olho (olhos esbugalhados).
- Palpitações e arritmias cardíacas.
- Perda de peso.
- Aumento da sede e da fome.
- Irritabilidade e ansiedade.
- Diarreia
- Aumento do volume diário de urina.
- Osteoporose.
- Irritabilidade e ansiedade.
- Depressão.
- Amnésia.
- Insônia.
- Dificuldade de concentração.
- Tremores das mãos.
Bócio
O bócio é o aumento de tamanho da tireoide, que pode ser notado como um abaulamento na região anterior do pescoço. Pode ocorrer no hipotireoidismo e no hipertireoidismo.
Bócio
- Pode ocorrer no hiper e no hipotireoidismo
|
O bócio era um sinal muito comum até o início do
século XX devido à deficiência de iodo na alimentação (o iodo é um elemento
necessário para a formação dos hormônios tireoidianos). A partir da
metade do século passado, o iodo foi adicionado ao sal de cozinha e desde então
a sua carência deixou de
ser uma causa comum de bócio e de doenças da tireoide.
Porém, doenças da tireoide que não estão
relacionadas à falta de iodo como tireoidite de Hashimoto e a doença de Graves,
podem cursar com bócio.
Na
maioria dos casos o bócio é apenas um problema estético. Hoje em dia com os
atuais tratamentos para as doenças da tireoide, dificilmente o bócio cresce o
suficiente para causar sintomas como falta de ar, tosse, rouquidão ou
dificuldade para engolir. Para o bócio causar sintomas de obstrução dos órgãos
da garganta, ele tem que estar muito grande.
Causas de hipotireoidismo e hipertireoidismo
As principais causas de hipotireoidismo e
hipertireoidismo são as doenças autoimunes (aquelas em que o organismo
indevidamente produz anticorpos conta ele mesmo - leia: DOENÇA AUTOIMUNE), a destacar a doença
de Graves no hipertireoidismo e a doença
de Hashimoto no hipotireoidismo. A remoção
cirúrgica da tireoide, ou a sua destruição por iodo radioativo também são
causas comuns de hipotireoidismo.
O diagnóstico, em geral, é feito com análises de
sangue, através da dosagem dos hormônios TSH e T4 livre. Nos textos sobre
hipertireoidismo e hipotireoidismo explicamos com mais detalhes os efeitos do
TSH sobre a tiroide.
O tratamento é feito com reposição de hormônios
no hipotireoidismo ou com drogas que inibem a produção dos mesmos no
hipertireoidismo.
10 Coisas que Você Precisa Saber sobre Tireóide
Confira, abaixo, as 10 coisas que
você precisa saber sobre Tireoide.
1 – A tireoide atua no crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes, no peso, na memória, na regulação dos ciclos menstruais, na fertilidade, na concentração, no humor e no controle emocional.
2 – Quando ocorre o hipotireoidismo, o coração bate mais devagar, o intestino não funciona corretamente e o crescimento pode ficar comprometido.
3 – Diminuição da memória, cansaço excessivo, dores musculares e articulares, sonolência, aumento dos níveis de colesterol no sangue e depressão também são sintomas de hipotireoidismo.
4 – No caso de hipertireoidismo, que geralmente causa emagrecimento, o coração dispara, o intestino solta, a pessoa fica agitada, fala demais, gesticula muito, dorme pouco, sente-se com muita energia, embora também esteja cansada.
5 – Em um adulto, a tireoide pode chegar a até 25 gramas.
6 – Disfunções na tireoide podem acontecer em qualquer etapa da vida e são de simples de se diagnosticar. Além disso, elas podem ocorrer mesmo sem o bócio.
7 – O reconhecimento de um nódulo na tireoide pode salvar uma vida. Por isso, a palpação da glândula é de fundamental importância. Se identificado o nódulo, o endocrinologista deve solicitar uma série de exames complementares para confirmar ou descartar a presença de câncer.
8 – Estima-se que 60% da população brasileira tenha nódulos na tireoide em algum momento da vida. Mas isso não significa que sejam malignos. Apenas 5% são cancerosos.
9 – Além de se parecer com uma borboleta, a tireoide também lembra o formato de um escudo. Daí o surgimento de seu nome: uma aglutinação dos termos thyreós (escudo) e oidés (forma de).
10 – Algumas crianças podem nascer com hipotireoidismo. Para detectá-lo, é realizado o chamado Teste do Pezinho, que deve ser feito, preferencialmente, entre o terceiro e quinto dia de vida do bebê.
1 – A tireoide atua no crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes, no peso, na memória, na regulação dos ciclos menstruais, na fertilidade, na concentração, no humor e no controle emocional.
2 – Quando ocorre o hipotireoidismo, o coração bate mais devagar, o intestino não funciona corretamente e o crescimento pode ficar comprometido.
3 – Diminuição da memória, cansaço excessivo, dores musculares e articulares, sonolência, aumento dos níveis de colesterol no sangue e depressão também são sintomas de hipotireoidismo.
4 – No caso de hipertireoidismo, que geralmente causa emagrecimento, o coração dispara, o intestino solta, a pessoa fica agitada, fala demais, gesticula muito, dorme pouco, sente-se com muita energia, embora também esteja cansada.
5 – Em um adulto, a tireoide pode chegar a até 25 gramas.
6 – Disfunções na tireoide podem acontecer em qualquer etapa da vida e são de simples de se diagnosticar. Além disso, elas podem ocorrer mesmo sem o bócio.
7 – O reconhecimento de um nódulo na tireoide pode salvar uma vida. Por isso, a palpação da glândula é de fundamental importância. Se identificado o nódulo, o endocrinologista deve solicitar uma série de exames complementares para confirmar ou descartar a presença de câncer.
8 – Estima-se que 60% da população brasileira tenha nódulos na tireoide em algum momento da vida. Mas isso não significa que sejam malignos. Apenas 5% são cancerosos.
9 – Além de se parecer com uma borboleta, a tireoide também lembra o formato de um escudo. Daí o surgimento de seu nome: uma aglutinação dos termos thyreós (escudo) e oidés (forma de).
10 – Algumas crianças podem nascer com hipotireoidismo. Para detectá-lo, é realizado o chamado Teste do Pezinho, que deve ser feito, preferencialmente, entre o terceiro e quinto dia de vida do bebê.
Alimentação e Tireóide
Alimentar-se de forma equilibrada
é importante para a manutenção de peso ideal e da saúde plena. O mesmo se aplica
para as pessoas com algum distúrbio na tireoide, seja ele hipotireoidismo ou hipertireoidismo. De
acordo com a Dra. Laura Ward, presidente do Departamento de Tireoide da SBEM (Gestão 2011-2012), embora certos
alimentos, quando ingeridos em excesso e por longos períodos, possam interferir
com o metabolismo da tireoide, sua proibição não é usual para quem tem
problemas com a glândula. “Apenas em situações especiais, como antes da
realização de alguns exames ou tratamentos específicos, é que uma dieta
direcionada é orientada. No geral, o ideal é que se mantenha uma alimentação
saudável e balanceada em todos os nutrientes”, afirma.
Segundo a especialista, quem tem
problemas na glândula deve ficar atento a excessos de determinados tipos de
alimentos. “O ideal é que o paciente não coma sal em grande quantidade, já que
o sal é iodado e o excesso de iodo pode piorar um distúrbio de tireoide
latente (não manifestado clinicamente ainda) ou já em tratamento. Isso
desregula totalmente o metabolismo do indivíduo”, alerta.
A endocrinologista chama atenção ainda para os alimentos
que podem causar bócio, os chamados bociogênicos, ou que contenham isoflavonas
em grande quantidade. “Alimentos como repolho, nabo, soja e couve podem ser
consumidos uma ou duas vezes por semana, mas não todos os dias”, alerta Dra.
Laura.
Atenção para a Soja
De acordo com Dra. Tânia Bachega,
presidente da Comissão Nacional dos Desreguladores Endócrinos da SBEM, a partir
da aprovação da rotulagem de alimentos com soja como protetores para doença
coronariana pelo Food and Drug Administration (FDA), em 1999, o consumo destes
produtos vem aumentando a cada dia. “Com o aumento no consumo de soja,
cresceram as preocupações se este alimento poderia afetar o equilíbrio da
função tireoidiana. Estudos in vitro demonstraram que os fitoestrógenos
presentes na soja, além de diminuírem a ação periférica dos hormônios
tireoidianos, também afetam a sua síntese por inibição da tireoperoxidase, uma
enzima chave na síntese dos hormônios tireoidianos. Eles induzem ainda a
proliferação dos tireócitos, predispondo ao hipotireoidismo e bócio”,
explica. “É muito discutida a hipótese de que a ingestão da soja por indivíduos
predispostos ao desenvolvimento de doença tireoidiana poderia desencadear ou
acelerar a evolução para franco hipotireoidismo”, alerta.
Segundo dados de uma pesquisa,
comentados pela especialista, em uma análise de mulheres com hipotireoidismo
subclínico, observou-se que o consumo diário de 16 mg/dia de isoflavona,
equivalente ao ingerido pelos vegetarianos, aumentou em três vezes o risco para
o desenvolvimento de hipotireoidismo franco. “Este hipotireoidismo não foi
reversível com a suspensão da ingestão de soja, sugerindo que as isoflavonas
também possam atuar através da modulação do processo autoimune”, explica.
“Outro aspecto importante que merece ser enfatizado é que os fitoestrógenos
podem diminuir a absorção tanto do hormônio tireoidiano como do iodo, havendo a
necessidade de um fino ajuste da dose da terapia com levotiroxina,
especialmente nos portadores hipotireoidismo congênito”, reitera.
Em relação ao consumo ideal de soja, Dra. Tânia explica que não é possível determinar qual seria a dose isenta de efeitos nocivos: “Baseando-se no mecanismo de ação dos desreguladores endócrinos, doses pequenas podem alterar o funcionamento da tireoide, especialmente nos indivíduos de maior suscetibilidade: fetos, lactentes e adolescentes”, explica. Os fitoestrógenos podem também ser encontrados em outros alimentos como cevada, centeio, ervilha e algas.
Em relação ao consumo ideal de soja, Dra. Tânia explica que não é possível determinar qual seria a dose isenta de efeitos nocivos: “Baseando-se no mecanismo de ação dos desreguladores endócrinos, doses pequenas podem alterar o funcionamento da tireoide, especialmente nos indivíduos de maior suscetibilidade: fetos, lactentes e adolescentes”, explica. Os fitoestrógenos podem também ser encontrados em outros alimentos como cevada, centeio, ervilha e algas.
A tireóide está fazendo você engordar?
Se dietas e
exercícios não estão adiantando, fique de olho: sua tireoide pode estar
desregulada
Parece que hoje em dia todo mundo sabe de
pelo menos uma mulher que tem ou teve alguma alteração na tireóide. A mais
conhecida é o hipotireoidismo, doença que incomoda muito porque causa aumento
de peso, cansaço e desânimo. Trata-se de um mal predominantemente feminino:
para cada sete mulheres com essa alteração, há apenas um homem.
O número de casos vem aumentando nos últimos anos. Uma pesquisa realizada entre 2001 e 2002 na Grande São Paulo, com mulheres de 20 a 78 anos, mostra que cerca de 10% das participantes apresentavam sinais clínicos e laboratoriais da doença. “Os valores esperados eram de 5%. Hoje, percebemos mais casos devido a três fatores: diagnóstico mais preciso, mais pedidos de exames e o fato de sabermos que algumas doenças da tireoide são hereditárias”, diz Geraldo Medeiros- Neto, professor de endocrinologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), presidente do Instituto da Tireoide, em São Paulo, e coordenador da pesquisa citada acima.
O número de casos vem aumentando nos últimos anos. Uma pesquisa realizada entre 2001 e 2002 na Grande São Paulo, com mulheres de 20 a 78 anos, mostra que cerca de 10% das participantes apresentavam sinais clínicos e laboratoriais da doença. “Os valores esperados eram de 5%. Hoje, percebemos mais casos devido a três fatores: diagnóstico mais preciso, mais pedidos de exames e o fato de sabermos que algumas doenças da tireoide são hereditárias”, diz Geraldo Medeiros- Neto, professor de endocrinologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), presidente do Instituto da Tireoide, em São Paulo, e coordenador da pesquisa citada acima.
Por que o hipotireoidismo engorda?
A tireoide
uma das nossas maiores glândulas e tem o formato de uma borboleta. Segue os
comandos da hipófise, uma espécie de glândula mestra que secreta hormônios que
atuam em todo o organismo, entre eles o TSH, que aciona o funcionamento da
tireoide. Ela, por sua vez, fabrica os hormônios T3 (tri-iodotironina) e T4
(tiroxina), que regulam o metabolismo e atuam em órgãos vitais como coração e
rins.
Quando a tireoide está trabalhando num ritmo abaixo do esperado, há um quadro de hipotireoidismo e o corpo todo sente. Uma das principais causas dessa alteração é a tireoidite de Hashimoto, uma doença autoimune, ou seja, o próprio organismo fabrica anticorpos para destruir as células da glândula. Como consequência, a tireoide funciona num ritmo mais lento. O problema é hereditário: se sua mãe, tia ou avó sofrem com ele, é necessário investigar se você também produz esses anticorpos.
Com o metabolismo devagar devido à carência dos hormônios, o aumento de peso e o cansaço aparecem. A libido tende a cair. É como se o organismo todo trabalhasse com menos energia. Mas se você engordou mais do que 5 quilos, não dá para culpar só a glândula. “O aumento de peso provocado pelo hipotireoidismo é de 4 a 5 quilos. Não mais do que isso”, diz Marcio Mancini, endocrinologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, e presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso). Embora os sintomas sejam desagradáveis, assim que o mal é diagnosticado, é feita a reposição dos hormônios. Uma vez acertada a dose do medicamento, seu organismo volta ao ritmo normal e os sintomas tendem a desaparecer.
Quando a tireoide está trabalhando num ritmo abaixo do esperado, há um quadro de hipotireoidismo e o corpo todo sente. Uma das principais causas dessa alteração é a tireoidite de Hashimoto, uma doença autoimune, ou seja, o próprio organismo fabrica anticorpos para destruir as células da glândula. Como consequência, a tireoide funciona num ritmo mais lento. O problema é hereditário: se sua mãe, tia ou avó sofrem com ele, é necessário investigar se você também produz esses anticorpos.
Com o metabolismo devagar devido à carência dos hormônios, o aumento de peso e o cansaço aparecem. A libido tende a cair. É como se o organismo todo trabalhasse com menos energia. Mas se você engordou mais do que 5 quilos, não dá para culpar só a glândula. “O aumento de peso provocado pelo hipotireoidismo é de 4 a 5 quilos. Não mais do que isso”, diz Marcio Mancini, endocrinologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, e presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso). Embora os sintomas sejam desagradáveis, assim que o mal é diagnosticado, é feita a reposição dos hormônios. Uma vez acertada a dose do medicamento, seu organismo volta ao ritmo normal e os sintomas tendem a desaparecer.
Para avaliar o funcionamento da sua tireóide,
o médico costuma pedir um exame que mede a quantidade do hormônio estimulador
(TSH) e a dosagem de T4 livre. Muitas vezes também solicita a verificação de
anticorpos antitireóide – para checar se existe predisposição à tiroidite de
Hashimoto.
Quando a tireoide fica acelerada ,o hipertireoidismo, ao contrário do hipotireoidismo, é o funcionamento acelerado da tireoide. Os sintomas são: aumento da frequência cardíaca, nervosismo, ansiedade, perda de peso (resultante da queima dos músculos), entre outros.
Quando a tireoide fica acelerada ,o hipertireoidismo, ao contrário do hipotireoidismo, é o funcionamento acelerado da tireoide. Os sintomas são: aumento da frequência cardíaca, nervosismo, ansiedade, perda de peso (resultante da queima dos músculos), entre outros.
O perigo das
fórmulas para emagrecer
Um fator capaz de desafinar a sua glândula é o uso de “fórmulas mágicas” para
perder peso. Embora seja proibido pela Anvisa manipular medicamentos com os
hormônios da tireoide (T3 e T4) e fármacos similares (Triac), muitos médicos
usam essas substâncias em remédios para emagrecer. Além de criminosa, a atitude
coloca sua saúde em risco. No primeiro momento, você perde peso pois o
metabolismo fica acelerado, em um quadro provocado de hipertireoidismo. “Nesse
caso, não se perde apenas gordura, mas também massa muscular e massa óssea.
Isso é perigoso”, explica Marcio Mancini. Ao parar de tomar a fórmula, vem o
rebote: a tireoide fica desregulada e trabalha mais lentamente, como no
hipotireoidismo. Como você viu aqui, definitivamente não compensa brincar com a
sua tireoide para perder alguns quilinhos. O melhor é apostar em atividade
física regular e alimentação balanceada para emagrecer com saúde.
Alimentação certa é fundamental
Outra especialidade que atua nos casos de hipotireoidismo subclínico é a nutrição funcional. Os profissionais dessa área associam o problema à falta de minerais como selênio, zinco e ferro. “A tireoide precisa deles para trabalhar direito”, diz Gabriel de Carvalho, nutricionista funcional e presidente do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional. Outra questão é o excesso de metais tóxicos como mercúrio e cádmio, que atrapalham o metabolismo da glândula. “Nos quadros subclínicos, há a melhora dos sintomas só com a eliminação dos metais tóxicos e a suplementação dos minerais que estão em falta”, garante Gabriel. Mesmo quando a doença é confirmada, a alimentação certa também ajuda o organismo a assimilar o medicamento.
Os alimentos indicados para suprir o selênio são as oleoaginosas, como castanhas e nozes. O zinco tem boas fontes nos frutos do mar e nas leguminosas como lentilha e feijão-carioca. E o ferro está presente nas carnes e nos cereais integrais. Mas, como cada uma de nós pode ter carência de diferentes minerais, é melhor fazer exames específicos que mostram qual é a deficiência, para uma reposição adequada.
Associando os hormônios com a reposição dos minerais necessários, você junta forças para a sua tireoide funcionar no rítmo certo. Com isso, os quilos a mais são queimados, seu ânimo reaparece, a libido volta a crescer e você vive muito melhor.
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