sexta-feira, 8 de março de 2013

TIREÓIDE ESTÁ FAZENDO VOCÊ ENGORDAR?


DOENÇAS E SINTOMAS DA TIREOIDE


O que é a tireoide?

A tiroide (ou tireoide) é uma glândula em formato de borboleta localizada na base do pescoço, à frente da traqueia e logo abaixo da cartilagem tireoide (mais conhecida como pomo-de-adão). A glândula tireoide produz dois hormônios chamados de triiodotironina e tiroxina, mais conhecidos como T3 e T4, respectivamente. Esses hormônios são os responsáveis pelo metabolismo do corpo, ou seja, o modo como o organismo armazena e gasta energia.


Quando a tireoide funciona muito e produz hormônios em excesso, chamamos de hipertireoidismo. Quando funciona pouco ou quando ela não mais existe por ter sido removida cirurgicamente devido a um tumor, chamamos de hipotireoidismo.

Reforçando o conceito:

- Hipertireoidismo = doença causada pela produção excessiva de hormônios tireoidianos.
- Hipotireoidismo = doença causada produção insuficiente de hormônios tireoidianos.

1. Sintomas da tireoide | Sintomas do Hipotireoidismo
A falta de hormônios tireoidianos (hipotireoidismo) diminui nosso metabolismo e causa os seguintes problemas:

- Bócio (aumento do volume da tireoide).
- Astenia.
- Pele seca.
- Dor nas articulações.
- Síndrome do túnel do carpo (leia: 
SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO | Sintomas e tratamento)
- Constipação intestinal (prisão de ventre).
- Aumento do colesterol (leia: colesterol HDL, colesterol LDL e triglicerídeos).
- Alterações da menstruação.
- Ganho de peso.
- Intolerância ao frio.
- Perda de cabelo.
- Redução dos pelos da sobrancelha.
- Letargia.
- Hipertensão.
- Disfunção erétil.
- Edemas (Inchaços).
- Coma (em casos graves e não tratados
).

2. Sintomas da tireoide | Sintomas do hipertireoidismo
Já o excesso de hormônios, chamado de hipertireoidismo, causa:


- Bócio
- Excesso de suor.
- Intolerância ao calor.
- Proptose do olho (olhos esbugalhados).
- Palpitações e arritmias cardíacas.
- Perda de peso.
- Aumento da sede e da fome.
- Irritabilidade e ansiedade.
- Diarreia
- Aumento do volume diário de urina.
- Osteoporose.
- Irritabilidade e ansiedade.
- Depressão.
- Amnésia.
- Insônia.
- Dificuldade de concentração.
- Tremores das mãos.

 Bócio

O bócio é o aumento de tamanho da tireoide, que pode ser notado como um abaulamento na região anterior do pescoço. Pode ocorrer no hipotireoidismo e no hipertireoidismo.


Bócio - Pode ocorrer no hiper e no hipotireoidismo

O bócio era um sinal muito comum até o início do século XX devido à deficiência de iodo na alimentação (o iodo é um elemento necessário para a formação dos hormônios tireoidianos). A partir da metade do século passado, o iodo foi adicionado ao sal de cozinha e desde então a sua carência deixou de ser uma causa comum de bócio e de doenças da tireoide.

Porém, doenças da tireoide que não estão relacionadas à falta de iodo como tireoidite de Hashimoto e a doença de Graves, podem cursar com bócio.

Na maioria dos casos o bócio é apenas um problema estético. Hoje em dia com os atuais tratamentos para as doenças da tireoide, dificilmente o bócio cresce o suficiente para causar sintomas como falta de ar, tosse, rouquidão ou dificuldade para engolir. Para o bócio causar sintomas de obstrução dos órgãos da garganta, ele tem que estar muito grande.

Causas de hipotireoidismo e hipertireoidismo

As principais causas de hipotireoidismo e hipertireoidismo são as doenças autoimunes (aquelas em que o organismo indevidamente produz anticorpos conta ele mesmo - leia: 
DOENÇA AUTOIMUNE), a destacar a doença de Graves no hipertireoidismo e a doença de Hashimoto no hipotireoidismo. A remoção cirúrgica da tireoide, ou a sua destruição por iodo radioativo também são causas comuns de hipotireoidismo.

O diagnóstico, em geral, é feito com análises de sangue, através da dosagem dos hormônios TSH e T4 livre. Nos textos sobre hipertireoidismo e hipotireoidismo explicamos com mais detalhes os efeitos do TSH sobre a tiroide.

O tratamento é feito com reposição de hormônios no hipotireoidismo ou com drogas que inibem a produção dos mesmos no hipertireoidismo.


10 Coisas que Você Precisa Saber sobre Tireóide

Confira, abaixo, as 10 coisas que você precisa saber sobre Tireoide.

1 – A tireoide atua no crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes, no peso, na memória, na regulação dos ciclos menstruais, na fertilidade, na concentração, no humor e no controle emocional.

2 – Quando ocorre o hipotireoidismo, o coração bate mais devagar, o intestino não funciona corretamente e o crescimento pode ficar comprometido.

3 – Diminuição da memória, cansaço excessivo, dores musculares e articulares, sonolência, aumento dos níveis de colesterol no sangue e depressão também são sintomas de hipotireoidismo.

4 – No caso de hipertireoidismo, que geralmente causa emagrecimento, o coração dispara, o intestino solta, a pessoa fica agitada, fala demais, gesticula muito, dorme pouco, sente-se com muita energia, embora também esteja cansada.

5 – Em um adulto, a tireoide pode chegar a até 25 gramas.

6 – Disfunções na tireoide podem acontecer em qualquer etapa da vida e são de simples
de se diagnosticar. Além disso, elas podem ocorrer mesmo sem o bócio.

7 – O reconhecimento de um nódulo na tireoide pode salvar uma vida. Por isso, a palpação da glândula é de fundamental importância. Se identificado o nódulo, o endocrinologista deve solicitar uma série de exames complementares para confirmar ou descartar a presença de câncer.

8 – Estima-se que 60% da população brasileira tenha nódulos na tireoide em algum momento da vida. Mas isso não significa que sejam malignos. Apenas 5% são cancerosos.

9 – Além de se parecer com uma borboleta, a tireoide também lembra o formato de um escudo. Daí o surgimento de seu nome: uma aglutinação dos termos thyreós (escudo) e oidés (forma de).

10 – Algumas crianças podem nascer com hipotireoidismo. Para detectá-lo, é realizado o chamado Teste do Pezinho, que deve ser feito, preferencialmente, entre o terceiro e quinto dia de vida do bebê.

Alimentação e Tireóide

Alimentar-se de forma equilibrada é importante para a manutenção de peso ideal e da saúde plena. O mesmo se aplica para as pessoas com algum distúrbio na tireoide, seja ele hipotireoidismo ou hipertireoidismo. De acordo com a Dra. Laura Ward, presidente do Departamento de Tireoide da SBEM (Gestão 2011-2012), embora certos alimentos, quando ingeridos em excesso e por longos períodos, possam interferir com o metabolismo da tireoide, sua proibição não é usual para quem tem problemas com a glândula. “Apenas em situações especiais, como antes da realização de alguns exames ou tratamentos específicos, é que uma dieta direcionada é orientada. No geral, o ideal é que se mantenha uma alimentação saudável e balanceada em todos os nutrientes”, afirma.
Segundo a especialista, quem tem problemas na glândula deve ficar atento a excessos de determinados tipos de alimentos. “O ideal é que o paciente não coma sal em grande quantidade, já que o sal é iodado e o excesso de iodo pode piorar um distúrbio de tireoide latente (não manifestado clinicamente ainda) ou já em tratamento. Isso desregula totalmente o metabolismo do indivíduo”, alerta.
A endocrinologista chama atenção ainda para os alimentos que podem causar bócio, os chamados bociogênicos, ou que contenham isoflavonas em grande quantidade. “Alimentos como repolho, nabo, soja e couve podem ser consumidos uma ou duas vezes por semana, mas não todos os dias”, alerta Dra. Laura.
                                                                                                                 
Atenção para a Soja
De acordo com Dra. Tânia Bachega, presidente da Comissão Nacional dos Desreguladores Endócrinos da SBEM, a partir da aprovação da rotulagem de alimentos com soja como protetores para doença coronariana pelo Food and Drug Administration (FDA), em 1999, o consumo destes produtos vem aumentando a cada dia. “Com o aumento no consumo de soja, cresceram as preocupações se este alimento poderia afetar o equilíbrio da função tireoidiana. Estudos in vitro demonstraram que os fitoestrógenos presentes na soja, além de diminuírem a ação periférica dos hormônios tireoidianos, também afetam a sua síntese por inibição da tireoperoxidase, uma enzima chave na síntese dos hormônios tireoidianos. Eles induzem ainda a proliferação dos tireócitos, predispondo ao hipotireoidismo e bócio”, explica. “É muito discutida a hipótese de que a ingestão da soja por indivíduos predispostos ao desenvolvimento de doença tireoidiana poderia desencadear ou acelerar a evolução para franco hipotireoidismo”, alerta.
Segundo dados de uma pesquisa, comentados pela especialista, em uma análise de mulheres com hipotireoidismo subclínico, observou-se que o consumo diário de 16 mg/dia de isoflavona, equivalente ao ingerido pelos vegetarianos, aumentou em três vezes o risco para o desenvolvimento de hipotireoidismo franco. “Este hipotireoidismo não foi reversível com a suspensão da ingestão de soja, sugerindo que as isoflavonas também possam atuar através da modulação do processo autoimune”, explica. “Outro aspecto importante que merece ser enfatizado é que os fitoestrógenos podem diminuir a absorção tanto do hormônio tireoidiano como do iodo, havendo a necessidade de um fino ajuste da dose da terapia com levotiroxina, especialmente nos portadores hipotireoidismo congênito”, reitera.

Em relação ao consumo ideal de soja, Dra. Tânia explica que não é possível determinar qual seria a dose isenta de efeitos nocivos: “Baseando-se no mecanismo de ação dos desreguladores endócrinos, doses pequenas podem alterar o funcionamento da tireoide, especialmente nos indivíduos de maior suscetibilidade: fetos, lactentes e adolescentes”, explica. Os fitoestrógenos podem também ser encontrados em outros alimentos como cevada, centeio, ervilha e algas. 

A tireóide está fazendo você engordar?
Se dietas e exercícios não estão adiantando, fique de olho: sua tireoide pode estar desregulada
Parece que hoje em dia todo mundo sabe de pelo menos uma mulher que tem ou teve alguma alteração na tireóide. A mais conhecida é o hipotireoidismo, doença que incomoda muito porque causa aumento de peso, cansaço e desânimo. Trata-se de um mal predominantemente feminino: para cada sete mulheres com essa alteração, há apenas um homem. 

O número de casos vem aumentando nos últimos anos. Uma pesquisa realizada entre 2001 e 2002 na Grande São Paulo, com mulheres de 20 a 78 anos, mostra que cerca de 10% das participantes apresentavam sinais clínicos e laboratoriais da doença. “Os valores esperados eram de 5%. Hoje, percebemos mais casos devido a três fatores: diagnóstico mais preciso, mais pedidos de exames e o fato de sabermos que algumas doenças da tireoide são hereditárias”, diz Geraldo Medeiros- Neto, professor de endocrinologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), presidente do Instituto da Tireoide, em São Paulo, e coordenador da pesquisa citada acima.


Por que o hipotireoidismo engorda?

A tireoide uma das nossas maiores glândulas e tem o formato de uma borboleta. Segue os comandos da hipófise, uma espécie de glândula mestra que secreta hormônios que atuam em todo o organismo, entre eles o TSH, que aciona o funcionamento da tireoide. Ela, por sua vez, fabrica os hormônios T3 (tri-iodotironina) e T4 (tiroxina), que regulam o metabolismo e atuam em órgãos vitais como coração e rins. 

Quando a tireoide está trabalhando num ritmo abaixo do esperado, há um quadro de hipotireoidismo e o corpo todo sente. Uma das principais causas dessa alteração é a tireoidite de Hashimoto, uma doença autoimune, ou seja, o próprio organismo fabrica anticorpos para destruir as células da glândula. Como consequência, a tireoide funciona num ritmo mais lento. O problema é hereditário: se sua mãe, tia ou avó sofrem com ele, é necessário investigar se você também produz esses anticorpos. 

Com o metabolismo devagar devido à carência dos hormônios, o aumento de peso e o cansaço aparecem. A libido tende a cair. É como se o organismo todo trabalhasse com menos energia. Mas se você engordou mais do que 5 quilos, não dá para culpar só a glândula. “O aumento de peso provocado pelo hipotireoidismo é de 4 a 5 quilos. Não mais do que isso”, diz Marcio Mancini, endocrinologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, e presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso). Embora os sintomas sejam desagradáveis, assim que o mal é diagnosticado, é feita a reposição dos hormônios. Uma vez acertada a dose do medicamento, seu organismo volta ao ritmo normal e os sintomas tendem a desaparecer.
Para avaliar o funcionamento da sua tireóide, o médico costuma pedir um exame que mede a quantidade do hormônio estimulador (TSH) e a dosagem de T4 livre. Muitas vezes também solicita a verificação de anticorpos antitireóide – para checar se existe predisposição à tiroidite de Hashimoto. 

Quando a tireoide fica acelerada ,o hipertireoidismo, ao contrário do hipotireoidismo, é o funcionamento acelerado da tireoide. Os sintomas são: aumento da frequência cardíaca, nervosismo, ansiedade, perda de peso (resultante da queima dos músculos), entre outros.

O perigo das fórmulas para emagrecer

Um fator capaz de desafinar a sua glândula é o uso de “fórmulas mágicas” para perder peso. Embora seja proibido pela Anvisa manipular medicamentos com os hormônios da tireoide (T3 e T4) e fármacos similares (Triac), muitos médicos usam essas substâncias em remédios para emagrecer. Além de criminosa, a atitude coloca sua saúde em risco. No primeiro momento, você perde peso pois o metabolismo fica acelerado, em um quadro provocado de hipertireoidismo. “Nesse caso, não se perde apenas gordura, mas também massa muscular e massa óssea. Isso é perigoso”, explica Marcio Mancini. Ao parar de tomar a fórmula, vem o rebote: a tireoide fica desregulada e trabalha mais lentamente, como no hipotireoidismo. Como você viu aqui, definitivamente não compensa brincar com a sua tireoide para perder alguns quilinhos. O melhor é apostar em atividade física regular e alimentação balanceada para emagrecer com saúde.

Alimentação certa é fundamental


Outra especialidade que atua nos casos de hipotireoidismo subclínico é a nutrição funcional. Os profissionais dessa área associam o problema à falta de minerais como selênio, zinco e ferro. “A tireoide precisa deles para trabalhar direito”, diz Gabriel de Carvalho, nutricionista funcional e presidente do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional. Outra questão é o excesso de metais tóxicos como mercúrio e cádmio, que atrapalham o metabolismo da glândula. “Nos quadros subclínicos, há a melhora dos sintomas só com a eliminação dos metais tóxicos e a suplementação dos minerais que estão em falta”, garante Gabriel. Mesmo quando a doença é confirmada, a alimentação certa também ajuda o organismo a assimilar o medicamento. 

Os alimentos indicados para suprir o selênio são as oleoaginosas, como castanhas e nozes. O zinco tem boas fontes nos frutos do mar e nas leguminosas como lentilha e feijão-carioca. E o ferro está presente nas carnes e nos cereais integrais. Mas, como cada uma de nós pode ter carência de diferentes minerais, é melhor fazer exames específicos que mostram qual é a deficiência, para uma reposição adequada. 

Associando os hormônios com a reposição dos minerais necessários, você junta forças para a sua tireoide funcionar no rítmo certo. Com isso, os quilos a mais são queimados, seu ânimo reaparece, a libido volta a crescer e você vive muito melhor.

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